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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 536

Os olhos de Beatriz brilharam e um sorriso finalmente surgiu em seu rosto.

— Sério? Então, beba mais um pouco!

— Amanhã trarei outro tipo quando vier.

As duas conversaram com Aeliana por mais algum tempo, até que a enfermeira entrou para trocar o curativo, e Aeliana demonstrou sinais visíveis de cansaço.

Elas se levantaram para se despedir, relutantes.

— Aeliana, descanse bem. Não vamos mais incomodar, voltamos amanhã para te ver.

Aline deu um tapinha no ombro dela.

— Já vamos.

Após a saída das duas, o quarto de hospital voltou a ficar silencioso.

Durante os dias em que Aeliana esteve internada, Jocelino permaneceu ao seu lado o tempo todo, inseparável.

A luz do sol entrava pelas cortinas de voal, incidindo sobre os lençóis brancos e refletindo um halo de calor aconchegante.

Aeliana estava recostada na cabeceira da cama, folheando uma revista médica, enquanto Jocelino sentava-se na cadeira ao lado, com o notebook no colo, digitando no teclado e ocasionalmente erguendo os olhos para olhá-la.

Já era o quarto dia de internação de Aeliana.

Nesses dias, Jocelino não arredou o pé de perto dela.

Um homem que costumava ser tão ocupado, um verdadeiro workaholic, chegou a trazer o trabalho para o hospital.

No início, Aeliana sentiu-se um pouco desconfortável.

Ela estava acostumada a estar sozinha, acostumada a suportar a dor em silêncio quando se feria.

De repente, ter alguém a observando o tempo todo, testando a temperatura da água antes de entregá-la, dava a sensação de estar sendo superprotegida.

Além disso, o volume de trabalho na empresa de Jocelino era enorme, e trabalhar no hospital não era nada prático.

Jocelino trabalhava até tarde da noite todos os dias, e Aeliana sentia pena dele.

Ela pedia para Jocelino ir embora, mas ele se recusava terminantemente.

Aeliana não teve alternativa.

Afinal, ela estava deitada em uma cama de hospital e, ainda por cima, ela tinha dado um bolo nele antes; por isso, se sentia em dívida.

Aeliana raramente se sentia tão culpada.

Mas, aos poucos, percebeu que estava começando a se acostumar.

...

Como agora.

O ferimento de Aeliana era na lateral da cintura, e movimentar-se na cama inevitavelmente repuxava a ferida.

Ela não esperava que, ao apenas franzir levemente a testa, Jocelino percebesse de imediato, largasse o computador, caminhasse até a cama e tocasse sua testa com os dedos.

— A ferida está doendo?

Aeliana balançou a cabeça.

— ... Só estou um pouco abafada.

Não era exatamente dor.

Depois desses dias, a ferida já havia formado uma crosta fina.

Sem dizer uma palavra, Jocelino abriu a janela para deixar o ar fresco entrar e ajeitou as cobertas para ela.

— E assim?

Aeliana olhou para o perfil sério dele e sentiu o coração palpitar.

— ... Hum, muito melhor.

Embora o ferimento de Aeliana não fosse gravíssimo, ela havia perdido bastante sangue.

E os dias deitada no hospital eram realmente entediantes.

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