— Eu sabia! Ninguém naquela família Oliveira presta!
Afinal, não seria a primeira vez que a família Oliveira faria algo assim.
Ela e Aeliana já não tinham passado por uma armação da Amália antes?
Onde há fumaça, há fogo.
O sequestro de Aeliana com certeza tinha dedo deles.
Enquanto as duas especulavam sem parar, Aeliana interrompeu calmamente.
— Não foram eles.
Beatriz parou:
— Hã?
Aline também travou:
— Não foi a família Oliveira?
Então quem seria?
Embora Aeliana fosse reservada, no Vale Tropical ela não tinha ofendido ninguém além da família Oliveira.
Aeliana recostou-se na cabeceira, observando a dúvida de Aline com uma expressão tranquila.
— Esse assunto realmente não tem nada a ver com a família Oliveira.
Beatriz arregalou os olhos e inclinou a cabeça, confusa.
— Não foi a família Oliveira...
— Então quem foi?
— Aeliana, você tem outros inimigos por aí?
Aline também parecia confusa.
— É verdade, tirando a família Oliveira, quem mais tentaria algo contra você?
Aeliana baixou os olhos, os dedos acariciando levemente a colcha, o tom de voz indiferente.
— São apenas alguns assuntos antigos, já estão praticamente resolvidos.
Beatriz não acreditou.
— Aeliana, não esconda nada da gente! Para ousarem te sequestrar no Vale Tropical, essa gente não é pouca coisa!
Aline concordou.
— Isso mesmo! Conte para nós, vamos ajudar a pensar em uma solução!
De qualquer forma, a família Martins ainda tinha alguma influência no Vale Tropical.
Aeliana ergueu os olhos, vendo a preocupação e a indignação das duas, e sorriu levemente.
— Está tudo bem mesmo, não se preocupem.
Ela fez uma pausa e acrescentou: — Jocelino já está investigando.
— Sim. Ouvi o Sr. Barreto dizer que você desmaiou por perda de sangue. Então procurei uma receita nutritiva para te ajudar a recuperar.
— Mas...
— É a primeira vez que eu faço, talvez... o gosto não esteja lá essas coisas.
Aline tentou ajudar Beatriz.
— A Beatriz acordou cedo hoje só para preparar essa sopa.
— Errou várias vezes, e essa última panela fui eu quem ajudou a cuidar do ponto.
Beatriz ficou com as orelhas vermelhas e murmurou baixinho.
— Eu... eu só queria fazer eu mesma alguma coisa pra você...
O coração de Aeliana se aqueceu. Ela pegou a tigela, baixou a cabeça e tomou um gole.
O sabor da sopa realmente não era perfeito, mas era reconfortante.
Aeliana não havia esquecido que Beatriz só tinha começado a aprender a cozinhar recentemente; comparado à última vez, ela tinha progredido muito.
E para Aeliana...
A intenção era o mais importante.
Aeliana ergueu os olhos e disse suavemente.
— Está deliciosa. Obrigada.

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