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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 535

— Eu sabia! Ninguém naquela família Oliveira presta!

Afinal, não seria a primeira vez que a família Oliveira faria algo assim.

Ela e Aeliana já não tinham passado por uma armação da Amália antes?

Onde há fumaça, há fogo.

O sequestro de Aeliana com certeza tinha dedo deles.

Enquanto as duas especulavam sem parar, Aeliana interrompeu calmamente.

— Não foram eles.

Beatriz parou:

— Hã?

Aline também travou:

— Não foi a família Oliveira?

Então quem seria?

Embora Aeliana fosse reservada, no Vale Tropical ela não tinha ofendido ninguém além da família Oliveira.

Aeliana recostou-se na cabeceira, observando a dúvida de Aline com uma expressão tranquila.

— Esse assunto realmente não tem nada a ver com a família Oliveira.

Beatriz arregalou os olhos e inclinou a cabeça, confusa.

— Não foi a família Oliveira...

— Então quem foi?

— Aeliana, você tem outros inimigos por aí?

Aline também parecia confusa.

— É verdade, tirando a família Oliveira, quem mais tentaria algo contra você?

Aeliana baixou os olhos, os dedos acariciando levemente a colcha, o tom de voz indiferente.

— São apenas alguns assuntos antigos, já estão praticamente resolvidos.

Beatriz não acreditou.

— Aeliana, não esconda nada da gente! Para ousarem te sequestrar no Vale Tropical, essa gente não é pouca coisa!

Aline concordou.

— Isso mesmo! Conte para nós, vamos ajudar a pensar em uma solução!

De qualquer forma, a família Martins ainda tinha alguma influência no Vale Tropical.

Aeliana ergueu os olhos, vendo a preocupação e a indignação das duas, e sorriu levemente.

— Está tudo bem mesmo, não se preocupem.

Ela fez uma pausa e acrescentou: — Jocelino já está investigando.

— Sim. Ouvi o Sr. Barreto dizer que você desmaiou por perda de sangue. Então procurei uma receita nutritiva para te ajudar a recuperar.

— Mas...

— É a primeira vez que eu faço, talvez... o gosto não esteja lá essas coisas.

Aline tentou ajudar Beatriz.

— A Beatriz acordou cedo hoje só para preparar essa sopa.

— Errou várias vezes, e essa última panela fui eu quem ajudou a cuidar do ponto.

Beatriz ficou com as orelhas vermelhas e murmurou baixinho.

— Eu... eu só queria fazer eu mesma alguma coisa pra você...

O coração de Aeliana se aqueceu. Ela pegou a tigela, baixou a cabeça e tomou um gole.

O sabor da sopa realmente não era perfeito, mas era reconfortante.

Aeliana não havia esquecido que Beatriz só tinha começado a aprender a cozinhar recentemente; comparado à última vez, ela tinha progredido muito.

E para Aeliana...

A intenção era o mais importante.

Aeliana ergueu os olhos e disse suavemente.

— Está deliciosa. Obrigada.

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