Eduardo assentiu satisfeito e foi embora apoiado em sua bengala.
Jocelino empurrou a porta e voltou ao quarto, encontrando Aeliana olhando para a caixa de madeira em suas mãos com uma expressão suave.
Ele caminhou até a cama e perguntou baixinho.
— O que o vovô te disse?
Aeliana ergueu os olhos, os cantos dos lábios levemente erguidos.
— Nada demais...
— Só disse para você cuidar bem de mim.
Jocelino riu baixo e se inclinou para beijar suavemente a testa dela.
— Isso eu faria mesmo que ele não dissesse.
Aeliana estava recém-recuperada e seu corpo ainda estava fraco, então logo adormeceu novamente.
Vendo que ela não estava em sono profundo e que o médico havia dito que o problema não era grave, bastando repor o sangue perdido, Jocelino ficou mais tranquilo.
Ele não deixou ninguém incomodar Aeliana, permitindo que ela descansasse o suficiente.
Na manhã seguinte, a luz do sol entrava pelas cortinas.
A porta do quarto de Aeliana foi empurrada levemente, e Beatriz e Aline entraram, espiando cautelosamente.
— Aeliana!
Assim que Beatriz viu Aeliana na cama, seus olhos ficaram vermelhos e ela correu para perto.
— Como você está? Como se machucou tanto assim?
— O que o médico disse?
— O ferimento dói?
Aline vinha logo atrás, carregando sacolas de frutas e suplementos, com a voz demonstrando um medo raro.
— Aeliana, você matou a gente de susto...
Aeliana estava recostada na cabeceira; embora pálida, parecia muito melhor.
Vendo a ansiedade das duas, ela sorriu levemente.
— Estou bem, são só ferimentos leves.
— Ferimentos leves? — Beatriz arregalou os olhos, fixando o olhar nas bandagens no ombro e na cintura dela, quase chorando.
— Isso é ferimento leve?
Ela mordeu o lábio, a voz tremendo.
— A culpa é toda minha... Se eu tivesse reagido mais rápido, percebido que algo estava errado antes, você não teria...
Dito isso, Aline virou-se para Aeliana e franziu a testa.
— Mas afinal, quem é esse grupo? Como ousaram te atacar no Vale Tropical?
Beatriz sentou-se na beira da cama e concordou com a cabeça.
Ela franziu a testa, como se tivesse pensado em algo.
— Aeliana! Aquele bando que te sequestrou, será que foi enviado por aquele canalha do Henrique?
A suposição de Beatriz não era infundada.
Da última vez, Aline tinha contado que a situação dele estava ruim.
Conhecendo o caráter da família Oliveira, não seria impossível que tentassem sequestrar Aeliana para extorquir dinheiro.
Aline ouviu e concordou imediatamente.
— É mesmo! Também acho que foi ele!
Da última vez, mal tinha acabado de contar a fofoca sobre Henrique para Aeliana e logo depois ela sofreu o acidente.
Vai saber se aquele cachorro louco do Henrique não estava desesperado?
Quanto mais Beatriz pensava, mais achava que era isso, rangendo os dentes de raiva da família Oliveira.

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