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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 533

— Que ousadia!

Ele olhou para Aeliana e suavizou o tom.

— Menina, não tenha medo. A família Barreto não vai deixar você sofrer essa injustiça em vão.

Aeliana balançou a cabeça.

— Vovô, fui eu quem me descuidei...

— Que descuido que nada! — Eduardo a interrompeu, com o bigode tremendo de raiva. — Aqueles canalhas ousaram agir no Vale Tropical, não têm respeito nenhum pela família Barreto!

Ele se virou e fulminou Jocelino com o olhar.

— O que você pretende fazer?

Os olhos de Jocelino eram sombrios.

— Não vou deixar sobrar nenhum.

Eduardo assentiu com satisfação.

— É assim que se fala.

Heloisa serviu uma tigela de canja e entregou cuidadosamente nas mãos de Aeliana.

— Tome um pouco de sopa primeiro, para aquecer o estômago.

Aeliana pegou a tigela, sentindo o calor reconfortante na palma das mãos.

Ela baixou a cabeça e tomou um gole; o sabor delicioso se espalhou pela língua, dissipando um pouco da fraqueza.

Heloisa sentou-se à beira da cama e suspirou levemente.

— Você sempre nos deixa preocupados.

Ela estendeu a mão e arrumou o cabelo de Aeliana atrás da orelha, com um olhar gentil e penalizado.

— Daqui para frente, tenha mais cuidado ao sair, leve mais seguranças, não se arrisque sozinha de novo, ouviu?

Aeliana parou os dedos por um instante e assentiu.

— Sim.

Eduardo olhou para Aeliana, depois olhou de relance para o neto e disse de repente.

— Jocelino, saia um pouco, tenho algo para falar com a Aeliana.

Jocelino franziu a testa.

— Vovô?

Eduardo arregalou os olhos.

— O quê? Acha que vou devorá-la?

Jocelino, sem saída, olhou para Aeliana e, vendo que ela assentia levemente, virou-se e saiu.

Dentro do quarto.

Eduardo sentou-se na cadeira e olhou fixamente para Aeliana.

— Menina, fale a verdade para mim.

— ... O quê? — Perguntou Aeliana.

Eduardo baixou a voz.

— O seu sequestro tem a ver com a sua mestra?

A pupila de Aeliana contraiu levemente.

— Como o senhor sabe?

Eduardo bufou.

Eduardo riu alto e saiu caminhando com sua bengala.

— Agradecer pelo quê? Família não precisa dessas formalidades!

Heloisa também se levantou sorrindo e apertou levemente a mão de Aeliana.

— Descanse bastante, amanhã eu volto para te ver.

Aeliana assentiu.

— Está bem.

...

Fora do quarto.

Jocelino estava encostado na parede e, ao ver Eduardo sair, ergueu uma sobrancelha.

— Já acabou?

Pela cara de Jocelino, parecia que ele achava que Eduardo tinha feito algo ruim com Aeliana.

Que neto ingrato.

Eduardo o fuzilou com o olhar.

— O quê? Com medo de eu intimidar sua mulher?

Jocelino ficou em silêncio.

Eduardo bufou e baixou a voz.

— Aquela menina é independente demais, trate de prestar mais atenção e proteja bem ela.

Os olhos de Jocelino escureceram levemente.

— Eu sei.

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