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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 532

Havia olheiras escuras sob os olhos de Jocelino e seu maxilar estava tenso, claramente de quem não dormiu a noite toda.

Aeliana abriu a boca, a garganta seca.

— Água.

Jocelino pegou imediatamente o copo na mesa de cabeceira, apoiou com cuidado a nuca dela e lhe deu alguns goles.

A água umedeceu a garganta, mas a voz de Aeliana ainda estava um pouco rouca.

— Quanto tempo eu dormi?

— Dez horas.

Ontem eles prenderam todo o bando e levaram Aeliana diretamente da periferia para o hospital.

No início, Jocelino pensou que Aeliana tinha apenas adormecido.

Mas quem diria que, ao chegarem no hospital...

Por mais que ele chamasse Aeliana, ela não respondia.

Jocelino levou um susto enorme.

Chamou o médico às pressas.

Jocelino colocou o copo de volta e acariciou o rosto dela com os dedos.

— Como você se sente? Ainda tem algum desconforto?

— O ferimento ainda dói?

Aeliana balançou a cabeça e tentou se erguer para falar com ele, mas Jocelino a pressionou de volta suavemente.

— Não se mexa.

— Seu ferimento acabou de ser enfaixado, não vá abrir os pontos de novo.

O tom dele não admitia contestação, mas os gestos eram extremamente gentis, com medo de machucá-la.

Aeliana olhou para o perfil tenso dele e disse de repente, em voz baixa.

— Jocelino.

— Hum?

— Desculpe.

Ela olhou para ele, o olhar calmo, mas sério.

— Dei um bolo em você ontem.

Embora ser sequestrada não estivesse nos planos de Aeliana, ela sabia que Jocelino dava muita importância àquela festa de comemoração; como ela não apareceu conforme o combinado, ele devia estar muito decepcionado.

A respiração de Jocelino falhou por um instante e a dor surda no peito aumentou.

Ele se inclinou bruscamente e a abraçou com cuidado, apoiando o queixo no topo da cabeça dela, a voz tão baixa que mal se ouvia.

— Nunca mais me dê um susto desses.

Aeliana ficou atônita, sentindo a força dos braços dele.

Aeliana balançou a cabeça, a voz um pouco baixa.

— Não dói.

Ela fez uma pausa, ergueu os olhos para eles com um pedido de desculpas no olhar.

— Sinto muito, ontem... eu faltei ao compromisso.

Heloisa ficou com os olhos marejados e deu tapinhas na mão dela.

— Criança boba, o que está dizendo? O importante é que você está bem.

Ela se virou e abriu a garrafa térmica, e um aroma rico se espalhou instantaneamente.

— Fiz uma canja de galinha bem forte, para recuperar as energias. Você vai tomar um pouco daqui a pouco.

O coração de Aeliana se aqueceu e ela disse baixinho.

— Obrigada, Sra. Porto.

Eduardo bufou alto e bateu a bengala no chão.

— Jocelino, já descobriu quem fez isso?

Jocelino estava de pé ao lado, com a voz fria.

— Pessoal da fronteira.

O olhar de Eduardo ficou afiado.

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