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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 531

— Perdeu muito sangue e entrou em coma. — O maxilar de Jocelino estava tenso.

Ele olhou para o relógio.

— O helicóptero chega em cinco minutos. Vamos direto para o Hospital Militar.

Odilon assentiu e baixou a voz.

— Quem são esses caras? Foram presos e ainda estão arrogantes assim.

— Mercenários profissionais. — O olhar de Jocelino era gélido.

Ele passou os olhos pelo grupo de bandidos que sorria friamente enquanto era colocado na viatura da polícia.

— A força por trás deles não é pequena.

Ele não sabia como Aeliana tinha se envolvido com eles.

Mas Aeliana não poderia responder a ele por enquanto.

No banco de trás do Maybach.

Aeliana estava deitada em silêncio, o rosto pálido como papel, apenas a respiração fraca provava que ela ainda estava viva.

Jocelino acariciou suavemente sua bochecha, as pontas dos dedos manchadas de sangue ainda úmido, o coração apertado como se uma mão invisível o esmagasse.

Ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido, a voz rouca a ponto de ficar irreconhecível.

— Eles vão pagar caro por isso.

A luz da manhã entrava pela fresta da cortina, caindo sobre os lençóis brancos.

Aeliana repousava tranquilamente na cama do hospital, o rosto ainda pálido, mas a respiração já estava estável.

Havia um tubo de soro em seu braço e o ferimento na cintura estava envolto em camadas de gaze, onde ainda se podia ver um leve tom de vermelho.

Jocelino estava sentado à beira da cama, segurando levemente a ponta dos dedos dela com sua mão de nós bem definidos.

A mão dele estava quente, enquanto os dedos de Aeliana estavam gelados.

A porta do quarto foi empurrada suavemente e Venâncio entrou, segurando uma pilha de relatórios médicos.

— Chefe, o médico disse que a Srta. Oliveira não corre perigo grave.

Venâncio sussurrou.

— Foi muita perda de sangue, mas não atingiu nenhum órgão interno. Alguns dias de descanso resolverão.

Jocelino não disse nada, apenas assentiu, o olhar ainda fixo no rosto de Aeliana.

Venâncio suspirou e colocou os relatórios na mesa de cabeceira.

— Descobrimos o histórico daquele grupo. Eles são realmente do Consórcio Shadowfall.

Um traço de reflexão profunda passou pelos olhos de Jocelino.

Por que Aeliana se envolveria com aquele tipo de gente?

Lembrou-se de quando Aeliana perguntou sobre aquele lugar tempos atrás.

Pensou que, se não tivesse chegado a tempo, Aeliana teria sido levada por aquele bando para a fronteira.

Jocelino sentiu um aperto no peito, como se algo o estivesse sufocando.

Ele fitou os lábios pálidos dela, lembrando-se de como ela estava coberta de sangue na noite anterior, e sentiu o coração sendo cortado lentamente por uma faca cega.

Ele deveria tê-la encontrado mais cedo.

Assim, Aeliana não teria sofrido ferimentos tão graves.

Jocelino se inclinou e afastou suavemente os fios de cabelo da testa de Aeliana.

Como se sentisse algo, os cílios dela tremeram levemente, parecia prestes a acordar.

Jocelino chamou baixinho.

— Aeliana.

Aeliana abriu os olhos lentamente, a visão ficou turva por um instante até focar no rosto de Jocelino.

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