— Perdeu muito sangue e entrou em coma. — O maxilar de Jocelino estava tenso.
Ele olhou para o relógio.
— O helicóptero chega em cinco minutos. Vamos direto para o Hospital Militar.
Odilon assentiu e baixou a voz.
— Quem são esses caras? Foram presos e ainda estão arrogantes assim.
— Mercenários profissionais. — O olhar de Jocelino era gélido.
Ele passou os olhos pelo grupo de bandidos que sorria friamente enquanto era colocado na viatura da polícia.
— A força por trás deles não é pequena.
Ele não sabia como Aeliana tinha se envolvido com eles.
Mas Aeliana não poderia responder a ele por enquanto.
No banco de trás do Maybach.
Aeliana estava deitada em silêncio, o rosto pálido como papel, apenas a respiração fraca provava que ela ainda estava viva.
Jocelino acariciou suavemente sua bochecha, as pontas dos dedos manchadas de sangue ainda úmido, o coração apertado como se uma mão invisível o esmagasse.
Ele se inclinou e sussurrou em seu ouvido, a voz rouca a ponto de ficar irreconhecível.
— Eles vão pagar caro por isso.
A luz da manhã entrava pela fresta da cortina, caindo sobre os lençóis brancos.
Aeliana repousava tranquilamente na cama do hospital, o rosto ainda pálido, mas a respiração já estava estável.
Havia um tubo de soro em seu braço e o ferimento na cintura estava envolto em camadas de gaze, onde ainda se podia ver um leve tom de vermelho.
Jocelino estava sentado à beira da cama, segurando levemente a ponta dos dedos dela com sua mão de nós bem definidos.
A mão dele estava quente, enquanto os dedos de Aeliana estavam gelados.
A porta do quarto foi empurrada suavemente e Venâncio entrou, segurando uma pilha de relatórios médicos.
— Chefe, o médico disse que a Srta. Oliveira não corre perigo grave.
Venâncio sussurrou.
— Foi muita perda de sangue, mas não atingiu nenhum órgão interno. Alguns dias de descanso resolverão.
Jocelino não disse nada, apenas assentiu, o olhar ainda fixo no rosto de Aeliana.
Venâncio suspirou e colocou os relatórios na mesa de cabeceira.
— Descobrimos o histórico daquele grupo. Eles são realmente do Consórcio Shadowfall.
Um traço de reflexão profunda passou pelos olhos de Jocelino.
Por que Aeliana se envolveria com aquele tipo de gente?
Lembrou-se de quando Aeliana perguntou sobre aquele lugar tempos atrás.
Pensou que, se não tivesse chegado a tempo, Aeliana teria sido levada por aquele bando para a fronteira.
Jocelino sentiu um aperto no peito, como se algo o estivesse sufocando.
Ele fitou os lábios pálidos dela, lembrando-se de como ela estava coberta de sangue na noite anterior, e sentiu o coração sendo cortado lentamente por uma faca cega.
Ele deveria tê-la encontrado mais cedo.
Assim, Aeliana não teria sofrido ferimentos tão graves.
Jocelino se inclinou e afastou suavemente os fios de cabelo da testa de Aeliana.
Como se sentisse algo, os cílios dela tremeram levemente, parecia prestes a acordar.
Jocelino chamou baixinho.
— Aeliana.
Aeliana abriu os olhos lentamente, a visão ficou turva por um instante até focar no rosto de Jocelino.

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