Os dedos de Aeliana se contraíram levemente atrás das costas, seus olhos refletindo pavor diante da aproximação do homem.
— ... Eu realmente não sei.
O homem agarrou-a pelo colarinho, pressionando a ponta da lâmina contra sua clavícula.
— Vou perguntar uma última vez: onde está o jade?
Aeliana respirava de forma irregular, como se estivesse aterrorizada, a voz trêmula.
— Eu conto! Calma!!
— Mas... só posso contar para você...
O homem ergueu uma sobrancelha.
— É mesmo?
Ela mordeu o lábio, a voz saindo como um sussurro:
— Esse assunto... envolve muita coisa...
— Você não quer que muita gente saiba, quer?
O homem a encarou por alguns segundos e riu.
— Interessante.
Ele fez um sinal para que os outros dois recuassem e se inclinou sobre ela, a adaga ainda pressionada contra o pescoço dela.
— Fale. E sem gracinha.
Aeliana inclinou-se levemente, os lábios roçando a orelha dele, a voz quase inaudível.
— O jade está...
Seu olhar endureceu subitamente.
Aeliana deu um puxão violento, e a corda já solta deslizou instantaneamente!
Antes que o homem pudesse reagir, Aeliana agarrou o pulso que segurava a faca e torceu com brutalidade.
— Crac!
O som do osso do pulso se partindo misturou-se ao grito de agonia do homem.
A adaga escapou de sua mão, Aeliana a pegou no ar e, num movimento reverso, cravou-a no ombro dele!
— Ahhh!
Sangue espirrou, e o homem recuou cambaleando, derrubando os barris de óleo atrás de si.
Os outros dois mascarados, chocados, sacaram suas armas imediatamente.
Aeliana moveu-se como um raio, a adaga traçando um arco frio que cortou o pulso de um deles!
Antes que a arma pudesse ser erguida, ela chutou o joelho do outro, e o som de ossos se estilhaçando foi nítido.
Três segundos. Três homens no chão.
Aeliana arfava, a adaga pressionada contra a garganta do líder.
— Quem mandou vocês?
O homem segurava o ombro, suando frio, mas cerrou os dentes e permaneceu calado.
Ela cerrou os dentes, prendeu a respiração e aguçou os ouvidos para os sons externos.
Passos desordenados, pelo menos sete ou oito pessoas.
Eles haviam se espalhado e estavam caçando seu rastro.
— Aquela mulher não foi longe!
Uma voz grossa soou não muito distante.
— Separem-se e procurem!
Aeliana encolheu-se nas sombras, seus dedos encontraram uma pedra afiada e ela a apertou na palma da mão.
Sem chaves de carro, sem celular, ela só podia ganhar tempo e esperar uma oportunidade.
...
Dez minutos depois, os passos se afastaram.
Mas Aeliana não se moveu.
Como esperado, pouco tempo depois, ouviu-se um diálogo sussurrado propositalmente.
— Ninguém aqui. Vamos recuar.
Eles disseram aquilo para que ela ouvisse.
O objetivo era fazê-la baixar a guarda e sair do esconderijo.
Aeliana estreitou os olhos, permanecendo imóvel.

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