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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 527

Os dedos de Aeliana se contraíram levemente atrás das costas, seus olhos refletindo pavor diante da aproximação do homem.

— ... Eu realmente não sei.

O homem agarrou-a pelo colarinho, pressionando a ponta da lâmina contra sua clavícula.

— Vou perguntar uma última vez: onde está o jade?

Aeliana respirava de forma irregular, como se estivesse aterrorizada, a voz trêmula.

— Eu conto! Calma!!

— Mas... só posso contar para você...

O homem ergueu uma sobrancelha.

— É mesmo?

Ela mordeu o lábio, a voz saindo como um sussurro:

— Esse assunto... envolve muita coisa...

— Você não quer que muita gente saiba, quer?

O homem a encarou por alguns segundos e riu.

— Interessante.

Ele fez um sinal para que os outros dois recuassem e se inclinou sobre ela, a adaga ainda pressionada contra o pescoço dela.

— Fale. E sem gracinha.

Aeliana inclinou-se levemente, os lábios roçando a orelha dele, a voz quase inaudível.

— O jade está...

Seu olhar endureceu subitamente.

Aeliana deu um puxão violento, e a corda já solta deslizou instantaneamente!

Antes que o homem pudesse reagir, Aeliana agarrou o pulso que segurava a faca e torceu com brutalidade.

— Crac!

O som do osso do pulso se partindo misturou-se ao grito de agonia do homem.

A adaga escapou de sua mão, Aeliana a pegou no ar e, num movimento reverso, cravou-a no ombro dele!

— Ahhh!

Sangue espirrou, e o homem recuou cambaleando, derrubando os barris de óleo atrás de si.

Os outros dois mascarados, chocados, sacaram suas armas imediatamente.

Aeliana moveu-se como um raio, a adaga traçando um arco frio que cortou o pulso de um deles!

Antes que a arma pudesse ser erguida, ela chutou o joelho do outro, e o som de ossos se estilhaçando foi nítido.

Três segundos. Três homens no chão.

Aeliana arfava, a adaga pressionada contra a garganta do líder.

— Quem mandou vocês?

O homem segurava o ombro, suando frio, mas cerrou os dentes e permaneceu calado.

Ela cerrou os dentes, prendeu a respiração e aguçou os ouvidos para os sons externos.

Passos desordenados, pelo menos sete ou oito pessoas.

Eles haviam se espalhado e estavam caçando seu rastro.

— Aquela mulher não foi longe!

Uma voz grossa soou não muito distante.

— Separem-se e procurem!

Aeliana encolheu-se nas sombras, seus dedos encontraram uma pedra afiada e ela a apertou na palma da mão.

Sem chaves de carro, sem celular, ela só podia ganhar tempo e esperar uma oportunidade.

...

Dez minutos depois, os passos se afastaram.

Mas Aeliana não se moveu.

Como esperado, pouco tempo depois, ouviu-se um diálogo sussurrado propositalmente.

— Ninguém aqui. Vamos recuar.

Eles disseram aquilo para que ela ouvisse.

O objetivo era fazê-la baixar a guarda e sair do esconderijo.

Aeliana estreitou os olhos, permanecendo imóvel.

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