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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 526

Aeliana refletiu por um instante.

Inclinou o corpo levemente, aproximando a cadeira da pilha de sucata à esquerda.

Seus dedos tateavam com dificuldade, buscando algo.

Aeliana tentava alcançar o segundo objeto, não muito distante.

Mas o pedaço de metal estava longe demais.

Por mais que Aeliana se esforçasse, ainda faltavam alguns centímetros.

Aeliana respirou fundo.

Ergueu a cabeça para a lâmpada oscilante, um brilho calculista cruzando seu olhar.

Aeliana fixou o olhar nos fios expostos.

Respirando fundo, ela chutou o chão com força, fazendo a cadeira inclinar com um rangido agudo.

— Bum!

Ela forçou a cadeira para o lado até bater num barril de óleo, produzindo um som abafado e pesado.

O guarda do lado de fora alertou-se imediatamente:

— Que barulho foi esse?

Aeliana endireitou-se rapidamente, fingindo ter acordado assustada, com o olhar perdido em direção à porta.

O guarda empurrou a porta, varrendo o local com o olhar vigilante:

— O que está acontecendo?

Aeliana tossiu, demonstrando fraqueza.

— Água... por favor.

— Eu preciso de água...

O guarda franziu a testa e chutou o barril de óleo com impaciência.

— Fique quieta aí!

Depois de conferir e ver que estava tudo normal, ele virou as costas e saiu, trancando a porta novamente.

Aeliana prendeu a respiração.

Seu olhar pousou no pedaço de ferro que o guarda havia chutado para perto de seus pés ao entrar.

Aeliana suportou a dor e finalmente alcançou o metal sob seus pés.

Ela picou imóvel e começou a esfregar.

Cuidadosamente, começou a esfregar a corda em seu pulso contra a borda afiada do ferro, com movimentos leves, quase inaudíveis.

As fibras da corda de cânhamo rompiam-se uma a uma.

Finalmente, a corda se partiu com um estalo seco!

Aeliana desfez rapidamente as amarras dos tornozelos, levantou-se em silêncio e moveu os pulsos rígidos.

Assim que Aeliana escondeu a corda cortada atrás das costas e reassumiu a postura de prisioneira, a porta de ferro se abriu com um rangido.

Não era o guarda trazendo água.

Não pareciam o tipo de gente que a família Oliveira conseguiria contratar.

O homem riu com frieza, batendo a lateral da adaga no rosto de Aeliana, num tom ameaçador.

— O jade. Aquele pingente de jade que a Flávia deixou para você. Entregue-o.

Aeliana prendeu a respiração por um instante, compreendendo finalmente o objetivo dos sequestradores.

Embora sua mente estivesse clara, o rosto de Aeliana permaneceu confuso.

— Jade?

— Que jade?

— Eu não sei do que você está falando.

O homem estreitou os olhos e, de repente, agarrou o cabelo dela, forçando sua cabeça para trás.

— Sem gracinhas!

Sentindo a dor no couro cabeludo, Aeliana soltou um gemido abafado, os olhos avermelhados, parecendo uma figura lamentável e indefesa.

O homem a encarou por alguns segundos e, de repente, abriu um sorriso largo.

— Certo, não vai falar, é?

Ele se levantou e acenou para os dois homens atrás dele.

— Deem um 'lembrete' a ela.

Um deles sacou um canivete e aproximou-se com um sorriso cruel.

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