Aeliana refletiu por um instante.
Inclinou o corpo levemente, aproximando a cadeira da pilha de sucata à esquerda.
Seus dedos tateavam com dificuldade, buscando algo.
Aeliana tentava alcançar o segundo objeto, não muito distante.
Mas o pedaço de metal estava longe demais.
Por mais que Aeliana se esforçasse, ainda faltavam alguns centímetros.
Aeliana respirou fundo.
Ergueu a cabeça para a lâmpada oscilante, um brilho calculista cruzando seu olhar.
Aeliana fixou o olhar nos fios expostos.
Respirando fundo, ela chutou o chão com força, fazendo a cadeira inclinar com um rangido agudo.
— Bum!
Ela forçou a cadeira para o lado até bater num barril de óleo, produzindo um som abafado e pesado.
O guarda do lado de fora alertou-se imediatamente:
— Que barulho foi esse?
Aeliana endireitou-se rapidamente, fingindo ter acordado assustada, com o olhar perdido em direção à porta.
O guarda empurrou a porta, varrendo o local com o olhar vigilante:
— O que está acontecendo?
Aeliana tossiu, demonstrando fraqueza.
— Água... por favor.
— Eu preciso de água...
O guarda franziu a testa e chutou o barril de óleo com impaciência.
— Fique quieta aí!
Depois de conferir e ver que estava tudo normal, ele virou as costas e saiu, trancando a porta novamente.
Aeliana prendeu a respiração.
Seu olhar pousou no pedaço de ferro que o guarda havia chutado para perto de seus pés ao entrar.
Aeliana suportou a dor e finalmente alcançou o metal sob seus pés.
Ela picou imóvel e começou a esfregar.
Cuidadosamente, começou a esfregar a corda em seu pulso contra a borda afiada do ferro, com movimentos leves, quase inaudíveis.
As fibras da corda de cânhamo rompiam-se uma a uma.
Finalmente, a corda se partiu com um estalo seco!
Aeliana desfez rapidamente as amarras dos tornozelos, levantou-se em silêncio e moveu os pulsos rígidos.
Assim que Aeliana escondeu a corda cortada atrás das costas e reassumiu a postura de prisioneira, a porta de ferro se abriu com um rangido.
Não era o guarda trazendo água.
Não pareciam o tipo de gente que a família Oliveira conseguiria contratar.
O homem riu com frieza, batendo a lateral da adaga no rosto de Aeliana, num tom ameaçador.
— O jade. Aquele pingente de jade que a Flávia deixou para você. Entregue-o.
Aeliana prendeu a respiração por um instante, compreendendo finalmente o objetivo dos sequestradores.
Embora sua mente estivesse clara, o rosto de Aeliana permaneceu confuso.
— Jade?
— Que jade?
— Eu não sei do que você está falando.
O homem estreitou os olhos e, de repente, agarrou o cabelo dela, forçando sua cabeça para trás.
— Sem gracinhas!
Sentindo a dor no couro cabeludo, Aeliana soltou um gemido abafado, os olhos avermelhados, parecendo uma figura lamentável e indefesa.
O homem a encarou por alguns segundos e, de repente, abriu um sorriso largo.
— Certo, não vai falar, é?
Ele se levantou e acenou para os dois homens atrás dele.
— Deem um 'lembrete' a ela.
Um deles sacou um canivete e aproximou-se com um sorriso cruel.

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