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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 528

Mais alguns minutos se passaram, e vultos negros surgiram da escuridão, praguejando.

— Merda, essa mulher sabe se esconder!

O líder soltou uma risada fria.

— Ela com certeza está por perto. Procurem direito!

Aeliana prendeu a respiração, forçando até mesmo seu coração a bater mais devagar.

Aeliana tinha uma silhueta esguia e escolhera um esconderijo discreto, favorecido pela escuridão da noite.

Sete homens vasculharam a área e não a encontraram.

— Que diabo! Cadê essa mulher?

De repente, talvez frustrado pela demora, o homem, furioso, disparou contra o espaço vazio.

— Bum! Bum! Bum!

Uma sequência de tiros explodiu nas paredes próximas ao esconderijo de Aeliana.

Pedras voaram, e um estilhaço roçou sua bochecha, deixando um rastro de sangue.

— Apareça!

— Eu sei que você está aí!

O homem rugiu.

Houve mais um momento de silêncio.

O homem, xingando de raiva, deu alguns passos na direção onde Aeliana estava escondida.

As pupilas de Aeliana se contraíram.

Ela cobriu a boca com a mão suavemente, parando até mesmo de respirar.

Após os tiros, um silêncio mortal.

O oponente, claramente sem obter a reação desejada, chutou violentamente um barril de ferro velho.

— Merda! Continuem procurando!

— É bom ela rezar pra gente não achar!

— Senão...

Desta vez, os vultos dos mascarados realmente se afastaram.

Aeliana sabia que não podia continuar escondida assim.

A área ao redor da fábrica que eles escolheram era aberta demais; qualquer movimento dela seria detectado.

E aqueles mascarados, cegos de raiva, podiam se dar ao luxo de esperar.

Eles tinham água e comida; Aeliana certamente perderia se tentasse vencê-los pelo cansaço.

Portanto, antes que eles se recuperassem totalmente, ela precisava criar o caos e desviar a atenção deles.

Varrendo o local com os olhos, Aeliana fixou-se em uma pilha de barris de óleo abandonados não muito longe.

As chamas subiram instantaneamente, e a onda de calor repeliu os perseguidores mais próximos!

Aeliana aproveitou para correr para o beco estreito do outro lado da fábrica, mas assim que virou a esquina, deu de cara com dois mascarados armados!

— Peguem ela!

Não havia como desviar!

O olhar de Aeliana gelou, ela segurou a adaga horizontalmente e avançou.

Num flash de lâmina, um homem caiu segurando a garganta!

O outro ergueu a arma para mirar, Aeliana esquivou-se lateralmente, e a bala raspou sua cintura, arrancando um rastro de gotas de sangue!

Suportando a dor, ela encurtou a distância, desferiu uma cotovelada na garganta dele e, ao mesmo tempo, tomou a arma, golpeando-o com a coronha até desmaiá-lo!

Mas mais passos se aproximavam.

Aeliana arfava pesadamente, recuando cambaleante para o fundo do beco.

Sua respiração estava pesada, o ferimento no ombro sangrava, gotejando no chão através de seus dedos.

Com a perda excessiva de sangue, sua visão começava a embaçar.

Se continuasse assim, não aguentaria muito tempo.

Ela encostou-se na parede, os dedos trêmulos pressionando o ferimento na cintura, onde o sangue continuava a jorrar.

Seria aquele o seu fim?

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