Mais alguns minutos se passaram, e vultos negros surgiram da escuridão, praguejando.
— Merda, essa mulher sabe se esconder!
O líder soltou uma risada fria.
— Ela com certeza está por perto. Procurem direito!
Aeliana prendeu a respiração, forçando até mesmo seu coração a bater mais devagar.
Aeliana tinha uma silhueta esguia e escolhera um esconderijo discreto, favorecido pela escuridão da noite.
Sete homens vasculharam a área e não a encontraram.
— Que diabo! Cadê essa mulher?
De repente, talvez frustrado pela demora, o homem, furioso, disparou contra o espaço vazio.
— Bum! Bum! Bum!
Uma sequência de tiros explodiu nas paredes próximas ao esconderijo de Aeliana.
Pedras voaram, e um estilhaço roçou sua bochecha, deixando um rastro de sangue.
— Apareça!
— Eu sei que você está aí!
O homem rugiu.
Houve mais um momento de silêncio.
O homem, xingando de raiva, deu alguns passos na direção onde Aeliana estava escondida.
As pupilas de Aeliana se contraíram.
Ela cobriu a boca com a mão suavemente, parando até mesmo de respirar.
Após os tiros, um silêncio mortal.
O oponente, claramente sem obter a reação desejada, chutou violentamente um barril de ferro velho.
— Merda! Continuem procurando!
— É bom ela rezar pra gente não achar!
— Senão...
Desta vez, os vultos dos mascarados realmente se afastaram.
Aeliana sabia que não podia continuar escondida assim.
A área ao redor da fábrica que eles escolheram era aberta demais; qualquer movimento dela seria detectado.
E aqueles mascarados, cegos de raiva, podiam se dar ao luxo de esperar.
Eles tinham água e comida; Aeliana certamente perderia se tentasse vencê-los pelo cansaço.
Portanto, antes que eles se recuperassem totalmente, ela precisava criar o caos e desviar a atenção deles.
Varrendo o local com os olhos, Aeliana fixou-se em uma pilha de barris de óleo abandonados não muito longe.
As chamas subiram instantaneamente, e a onda de calor repeliu os perseguidores mais próximos!
Aeliana aproveitou para correr para o beco estreito do outro lado da fábrica, mas assim que virou a esquina, deu de cara com dois mascarados armados!
— Peguem ela!
Não havia como desviar!
O olhar de Aeliana gelou, ela segurou a adaga horizontalmente e avançou.
Num flash de lâmina, um homem caiu segurando a garganta!
O outro ergueu a arma para mirar, Aeliana esquivou-se lateralmente, e a bala raspou sua cintura, arrancando um rastro de gotas de sangue!
Suportando a dor, ela encurtou a distância, desferiu uma cotovelada na garganta dele e, ao mesmo tempo, tomou a arma, golpeando-o com a coronha até desmaiá-lo!
Mas mais passos se aproximavam.
Aeliana arfava pesadamente, recuando cambaleante para o fundo do beco.
Sua respiração estava pesada, o ferimento no ombro sangrava, gotejando no chão através de seus dedos.
Com a perda excessiva de sangue, sua visão começava a embaçar.
Se continuasse assim, não aguentaria muito tempo.
Ela encostou-se na parede, os dedos trêmulos pressionando o ferimento na cintura, onde o sangue continuava a jorrar.
Seria aquele o seu fim?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias