Aeliana estreitou os olhos.
Essas pessoas pareciam ter mãos e pés treinados.
Aquilo não era um acidente de trânsito comum.
Eles estavam claramente atrás dela.
Aeliana não perdeu mais tempo, sacou o canivete num movimento brusco, um brilho frio cortando o ar!
— Tsc, até que é brava.
O homem corpulento zombou.
Era óbvio que eles tinham feito o dever de casa sobre Aeliana antes de vir.
Não estavam nem um pouco surpresos com a agilidade dela.
Vários homens cercaram Aeliana, que havia passado pelo treinamento de Wallace.
No início, ela conseguia lidar com a situação com certa facilidade.
— Crac!
O som nítido de osso quebrando ecoou, e o homem corpulento gritou, caindo de joelhos.
Os outros três, vendo isso, avançaram simultaneamente!
Aeliana moveu-se com agilidade, a lâmina cortando o braço de um deles, fazendo o sangue jorrar.
No entanto, quando ela se preparava para lidar com o segundo.
O homem corpulento que falara com ela antes tirou subitamente um lenço do bolso e tentou cobrir o rosto dela!
Aeliana prendeu a respiração instantaneamente, desviou o corpo e, ao mesmo tempo, chutou o joelho dele!
Um cheiro adocicado e estranho invadiu suas narinas de repente.
Aeliana percebeu na hora que era um sedativo!
Aeliana prendeu a respiração por instinto.
Mas foi inevitável inalar um pouco.
A tontura veio como uma maré, e seus membros começaram a amolecer.
— Cof...!
Aeliana recuou cambaleando, abrindo distância rapidamente.
Apoiando-se na ponta da faca no chão, ela lutava para se manter consciente.
O líder corpulento levantou-se segurando o joelho, com um sorriso cruel, a carne do rosto tremendo.
Eles receberam informações de que essa Aeliana era boa de briga e que deveriam ficar alertas.
Agora parecia que não era tudo isso.
E daí se ela sabia lutar?
Aeliana moveu-se levemente.
A corda cortava sua pele, trazendo uma dor aguda.
Ela olhou ao redor com calma, varrendo todo o galpão com o olhar.
Viu que aquele galpão abandonado estava cheio de peças de metal enferrujado, cujas pontas afiadas brilhavam friamente na penumbra.
Bem à direita, havia alguns barris de óleo descartados, e ao lado, correntes quebradas e parafusos espalhados.
Aeliana olhou para cima.
Uma lâmpada balançava no teto, com fios expostos e mau contato, piscando de vez em quando.
Do lado de fora, ouviam-se os passos dos guardas e conversas em voz baixa.
— O chefe disse para esperar mais meia hora...
— Quem é essa mulher afinal? Precisa de tanta gente vigiando?
— Pare de falar bobagem, fique de olho!
Aeliana estreitou os olhos e tomou uma decisão rápida.
Para usar aquelas peças de metal enferrujado para se soltar, ela precisava criar uma oportunidade de se libertar sem ser notada.
Caso contrário, com a perspicácia daquele bando, se descobrissem que ela conseguia cortar a corda, da próxima vez talvez não usassem cordas para amarrá-la.

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