Aline também mordeu o lábio, preocupada, balançando a cabeça.
— Não vai...
— Aeliana é muito inteligente, com certeza não vai acontecer nada.
Mas suas mãos tremiam incontrolavelmente.
Quem teria sequestrado Aeliana?
Aeliana não poderia responder a essa pergunta agora.
Dentro de um armazém escuro, o cheiro de mofo úmido misturado com ferrugem invadia suas narinas.
Aeliana abriu os olhos lentamente; sentia uma dor surda na nuca e a visão ficou turva por alguns segundos antes de clarear.
Aeliana moveu a mão levemente e percebeu.
Suas mãos estavam amarradas nas costas com cordas de cânhamo ásperas, e seus tornozelos também estavam firmemente presos.
Embaixo dela havia um chão de cimento frio, e ao redor havia prateleiras de metal enferrujado.
Aeliana tentou se mexer, e a corda imediatamente cortou sua pele, causando uma dor ardente.
Pelo visto, ela já estava amarrada há algum tempo.
Aeliana franziu a testa e examinou rapidamente o ambiente.
Não era difícil perceber pelo entorno que ela havia sido levada para uma área industrial abandonada.
Os galpões de zinco enferrujado ao redor estavam tortos.
Ao longe, ervas daninhas cresciam loucamente pelas rachaduras do cimento.
O ar estava impregnado com cheiro de terra úmida e um leve odor de pólvora; era óbvio que houve um conflito ali recentemente.
Do lado de fora da porta, alguns homens armados encostavam-se preguiçosamente em contêineres velhos.
A memória voltou como uma maré.
Aeliana lembrava-se de estar dirigindo para o banquete.
Naquele momento, ela segurava o volante com uma mão e tocava o fone de ouvido Bluetooth com a outra, ouvindo as recomendações intermináveis de Beatriz.
— Aeliana, você está tão linda esta noite, tem que deslumbrar a todos!
Aeliana sorriu levemente e olhou instintivamente para o retrovisor.
O sorriso congelou em seu rosto.
Aeliana percebeu que um SUV preto a seguia sem que ela notasse, mantendo sempre a mesma distância.
Como já estava acostumada a ser seguida, Aeliana agora tinha uma sensibilidade aguçada para esse tipo de coisa.
Aeliana pisou no acelerador, aumentando a velocidade discretamente enquanto observava o tráfego ao redor.
No fone, Beatriz ainda falava animada.
— Deixa eu te contar...
Seu olhar esfriou; ela soltou o cinto de segurança, agarrou a bolsa do banco do passageiro e abriu a porta para sair.
Na rua, havia poucos pedestres.
A porta do SUV preto se abriu, e quatro homens robustos desceram, usando máscaras e com olhares sombrios.
O homem corpulento que liderava sorriu.
— Senhorita, desculpe, o freio falhou.
Aeliana olhou friamente para ele.
— O freio falhou e vocês conseguiram me acertar com tanta precisão?
— Acho que foi intencional.
Os dedos de Aeliana já tocavam a faca na bolsa, pronta para atacar a qualquer momento.
O homem deu de ombros.
— Não fale coisas tão feias, senhorita.
— Afinal, nós batemos no seu carro, estamos dispostos a resolver como você quiser!
Embora o homem dissesse isso.
Enquanto ele se aproximava lentamente de Aeliana, os outros três se espalharam, formando um cerco implícito.

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