— Não vá embora! Quer que eu pague uma bebida para você?
— Afinal... talvez você nunca mais consiga pagar por uma bebida tão boa nessa vida!
Uma gargalhada explodiu ao redor.
Henrique cerrou os punhos, as unhas cravando na palma da mão, e olhou com fúria para Eder.
— Eder! Não exagere!
— Deixe uma porta aberta, o mundo dá voltas.
Eder soltou um riso de desdém.
— Guarde essa frase para você mesmo.
— Se você não tivesse espalhado boatos e difamação sobre mim no passado, eu não teria chegado a esse ponto!
No passado, Henrique fez besteira e usou Eder como bode expiatório.
Se a equipe de Eder não tivesse agido a tempo e se Henrique não tivesse provas concretas...
Eder não teria sofrido grandes perdas.
Mas, ao mesmo tempo, Eder não esqueceu que foi por causa daquela difamação de Henrique que sua popularidade com o público caiu, e até hoje apareciam comentários malucos de gente enganada pelas fake news.
Como Eder poderia não se vingar?
Henrique não achava que o que tinha feito fosse tão grave.
Para ele, Eder só queria aproveitar a oportunidade para oprimi-lo e se tornar o ídolo mais influente da nova geração.
Henrique encarou Eder sombriamente, com um olhar que lembrava uma cobra venenosa pronta para o ataque.
— Eder...
— É melhor você rezar para que eu não me reerga.
— Senão...
As palavras de Henrique ficaram claras em seu olhar.
Depois da ameaça, ele não tinha mais ânimo para ficar ali e foi embora.
Enquanto isso.
A noite avançava, e era hora do jantar na família Martins.
Assim que Rafael entrou em casa, Aline apareceu na porta da sala de jantar, ansiosa.
— Lembro muito bem da arrogância dele para a Aeliana no show!
— Agora que deve estar sem saída, lembrou de pedir ajuda? Tarde demais!
— Pai, você não aceitou ver ele, né?
Fernanda saiu da cozinha trazendo uma sopa e, ao ouvir a conversa de pai e filha, franziu a testa.
— Aquele tal de Henrique foi te procurar?
— Você não o recebeu, né?
Rafael balançou a cabeça, olhando inocentemente para Aline e Fernanda, tentando provar sua inocência.
— Eu não o vi, mandei a recepção dispensá-lo.
Sem chance. Henrique tratou sua filha preciosa daquele jeito; ele não deixaria passar só porque o rapaz apareceu derramando duas "lágrimas de crocodilo".
Fernanda colocou a tigela de sopa na mesa, satisfeita com a atitude sensata de Rafael.
— Rafael, você fez bem!
— Gente assim não merece atenção! Só aprendem quando a situação fica preta.

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