Comparado às enormes dificuldades que o Grupo Oliveira enfrentava agora, os problemas de Henrique pareciam irrelevantes.
Afinal, Gustavo pensava que essa era a oportunidade perfeita para Henrique sair do mundo do entretenimento.
Como a família estava em dificuldades, se Henrique saísse do meio artístico, poderia voltar para casa e ajudar.
A garganta de Henrique se apertou, e ele raramente abaixava a cabeça diante de Gustavo:
— Pai, eu realmente não tenho saída...
— A empresa vai me colocar na geladeira. A multa é enorme, como vou pagar? Eu prometo, se a família me ajudar a pagar a multa, eu vou obedecer vocês daqui para frente.
Gustavo ficou em silêncio por um momento e suspirou:
— Henrique, não é que eu não queira ajudar, é que a família Oliveira agora... mal consegue se salvar.
— Recentemente, a empresa teve contratos cancelados por vários parceiros inexplicavelmente. O fluxo de caixa está quebrado, o banco está cobrando dívidas e o Rodrigo já está quase no limite...
— Cuide-se.
A ligação caiu, deixando um som de ocupado estridente.
Henrique estava na rua e, de repente, sentiu o mundo girar.
O outrora glorioso terceiro filho da família Oliveira agora estava reduzido a uma situação de abandono total.
E o mais irônico era que ele nem conseguia mais sentir raiva depois de ser rejeitado tantas vezes.
...
Enquanto isso, na mansão da família Florêncio.
Gabriela estava trancada no quarto, com o celular confiscado, sem poder enviar mensagens para o mundo exterior.
Ela estava debruçada na janela, olhando ansiosamente para baixo.
Já haviam se passado vários dias desde a última vez que enviou uma mensagem para Amália.
Gabriela pensou que desta vez Amália certamente ficaria brava com ela por não responder a Amália há tanto tempo.
A culpa era do irmão dela, um ditador!
Ela já era adulta, como ele ousava prendê-la?
Mas o que deixava Gabriela com mais raiva era o pai!
Ele tinha prometido investir na empresa de Henrique.
Resultado: não houve investimento nenhum, e ela foi trancada em casa porque o pai a dedurou para o irmão.
Gabriela estava furiosa e ansiosa. Já tinha quebrado tudo que podia no quarto, mas Bernardo se recusava a deixá-la sair.
Por outro lado.
A noite caiu.
Henrique, que tinha dado com a cara na porta no Grupo Martins durante o dia, foi para a porta de um bar de luxo para se embebedar como de costume.
Henrique precisava do álcool para se entorpecer.
Caso contrário, temia enlouquecer.
No entanto, talvez hoje fosse realmente seu dia de azar.
Assim que Henrique entrou no bar, ouviu uma risada familiar.
— Ora, não é o nosso grande astro Henrique?
Eder estava abraçado com duas beldades, sentado em um camarote, rindo de forma arrogante e presunçosa.
— O que foi? Agora acabou bebendo sozinho e deprimido?
Henrique olhou para ele friamente e se virou para sair.
Porém, Eder não desistiu e zombou em voz alta.

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