Onde ele estava antes?
Passou uma semana e só agora lembrou de vir pedir desculpas.
Tarde demais!
Acham que a família Martins é fácil de intimidar?
Fernanda virou-se para Aline, o olhar se suavizando.
— Nossa Aline cresceu cercada de carinho, eu e seu pai nunca falamos grosso com você. Quem esse Henrique pensa que é para te intimidar?
Aline segurou o braço da mãe e fez manha.
— É isso aí! E ele ainda foi horrível com a Aeliana!
— Mãe, você sabe, desde que conheci a Aeliana, vocês viram como ela é boa para mim.
— Além disso, a Aeliana salvou minha vida! Como eu poderia ver ela sendo intimidada e não fazer nada!
Ao mencionar Aeliana, Fernanda suspirou, comovida.
— Aquela menina realmente não tem vida fácil... É filha biológica da família Oliveira, mas era tratada pior que a adotiva.
Ela balançou a cabeça, em tom de lamento:
— Mas agora está tudo bem, com o Jocelino cuidando dela, ela finalmente vai ter uma vida boa.
Rafael assentiu, concordando.
— Aeliana é uma boa garota, sensata e madura, muito melhor que aquele bando de narizes empinados da família Oliveira.
Aline intrometeu-se sorrindo.
— Com certeza!
— Aeliana é minha melhor amiga agora!
E no futuro, possivelmente esposa do seu primo.
Aline pensou em algo de repente e seus olhos brilharam.
— Ah, mãe!
— Quando a Aeliana voltar para Nova Aurora, vamos convidá-la para jantar aqui em casa? Quero apresentá-la formalmente para vocês.
Ela conhecia Aeliana há tanto tempo e ainda não a tinha convidado para jantar em casa.
Fernanda sorriu e assentiu:
— Claro, faz tempo que não a vejo também.
Ela tinha ouvido muitos elogios sobre Aeliana vindo de sua irmã recentemente.
Aeliana e Jocelino estavam namorando e, se tudo corresse bem, seriam família no futuro.
Seria bom conviver mais com Aeliana e estreitar os laços.
Rafael também riu:
Na manhã seguinte, na comunidade carente de Nova Aurora.
Aeliana acordou cedo, carregando sacolas com café e pão de queijo, e bateu na porta de Wallace.
Décio abriu a porta bocejando e, ao vê-la, seus olhos brilharam.
— Dra. Oliveira! Tão cedo?
Aeliana entregou o café da manhã para ele.
— Comprei café da manhã para vocês, comam enquanto está quente.
Décio pareceu surpreso, mas aceitou sorrindo.
— Obrigado, Dra. Oliveira!
No quarto, Wallace estava sentado na cadeira de rodas e, ao ouvir o movimento, virou levemente a cabeça.
— Chegou?
Aeliana assentiu e foi direto ao ponto.
— Trouxe minhas ferramentas. A partir de hoje, vou cuidar do seu tratamento.
No entanto, Wallace balançou a cabeça:
— Sem pressa.
A atitude tranquila de Wallace fazia parecer que ele não era quem precisava desesperadamente da cura.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias