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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 197

“Alguns homens resistem ao amor até o instante em que a mulher entra no quarto deles.”

Edward Fitzgerald sempre soube ir embora depois do desejo. O problema começou no instante em que ele finalmente quis ficar.

Edward ainda a beijava com profunda intensidade quando deslizou uma das mãos grandes e firmes para trás das coxas dela, erguendo-a nos braços com uma facilidade impressionante.

Dayse soltou uma respiração surpresa contra os lábios dele, sentindo o coração acelerar imediatamente, antes de passar os braços ao redor do pescoço de Edward para se segurar enquanto ele a carregava.

Edward começou a caminhar pelo corredor da cobertura carregando Dayse nos braços enquanto continuava beijando-a com intensidade, mantendo a boca colada à dela como se ainda não conseguisse se afastar nem por um segundo.

O apartamento permanecia iluminado pelas luzes da cidade que atravessavam as enormes paredes de vidro da cobertura, mas nenhum dos dois parecia realmente prestar atenção ao que existia do lado de fora, porque toda a atenção de Edward continuava concentrada nela, no corpo dela entre os braços dele e na sensação de finalmente poder beijá-la daquele jeito sem interrupções.

O beijo foi desacelerando aos poucos enquanto ele atravessava o corredor, não por falta de desejo, mas porque alguma coisa mais intensa e emocional começava a tomar espaço dentro dele, e Dayse percebeu isso imediatamente na maneira como Edward a segurava com ainda mais firmeza, na respiração masculina ficando mais pesada entre um beijo e outro e no jeito quase involuntário com que ele mantinha o corpo dela pressionado contra o seu, naquele momento, soltá-la já não parecia uma possibilidade para Edward.

Ele encostou a testa na dela por alguns segundos antes de finalmente empurrar a porta e entrar no quarto dele.

Dayse sentiu o peito apertar no instante em que percebeu onde estavam.

O quarto de Edward parecia exatamente como ele: elegante, silencioso, organizado e intensamente masculino. As luzes da cidade atravessavam os enormes vidros atrás da cama, iluminando parcialmente o ambiente e deixando tudo ainda mais íntimo naquele momento em que o coração dela parecia incapaz de desacelerar.

Edward a colocou devagar no chão ao lado da cama, mas não se afastou nem por um segundo. As mãos grandes continuaram firmes na cintura dela enquanto os olhos azuis percorriam lentamente o rosto feminino, observando cada pequena reação dela com uma intensidade que fazia Dayse sentir o próprio corpo estremecer.

E talvez o mais perigoso fosse perceber que, pela primeira vez desde que tudo começou entre eles, Edward Fitzgerald não parecia apenas dominado pelo desejo.

Ele parecia emocionalmente afetado por ela.

Edward recuou apenas alguns centímetros, respirou fundo e fechou os olhos por um breve instante, como se estivesse tentando recuperar o controle da própria cabeça antes que alguma coisa dentro dele atravessasse um limite que já começava a parecer impossível evitar.

— Edward… — Dayse murmurou baixinho, acariciando o rosto dele com delicadeza enquanto observava a maneira como aquele homem, normalmente tão controlado, parecia travar uma batalha silenciosa contra os próprios sentimentos.

— Dayse… — A voz dele saiu rouca e baixa, carregada de hesitação. — Talvez seja melhor…

— Para de fugir de mim. — Ela interrompeu suavemente, mantendo os olhos presos aos dele enquanto os dedos continuavam acariciando o rosto masculino. — Eu estou aqui… e eu quero estar aqui com você.

Edward fechou os olhos no instante em que sentiu o toque dela. A respiração dele ficou mais pesada, e quando voltou a encará-la alguns segundos depois, Dayse percebeu imediatamente que alguma coisa tinha mudado dentro dele.

Então Edward a puxou para perto outra vez.

O beijo daquela vez aconteceu mais devagar, mais profundo e emocional, como se ele estivesse tentando sentir cada segundo daquele momento antes que a própria razão encontrasse forças para interrompê-lo novamente.

Dayse passou os braços ao redor do pescoço dele, aproximando ainda mais os corpos dos dois antes de sussurrar contra os lábios masculinos, quase sem fôlego:

— Faz amor comigo, Edward.

Edward não respondeu imediatamente.

Os olhos azuis permaneceram presos aos dela por alguns segundos longos e silenciosos, carregados de desejo, cuidado e uma vulnerabilidade que raramente aparecia nele daquela forma.

Então as mãos grandes deslizaram lentamente pelas laterais do corpo dela, retirando a blusa com cuidado e calma, como se cada toque precisasse ser sentido por inteiro. Edward beijava a pele dela entre um movimento e outro, demorando-se no ombro, no pescoço e na curva da clavícula enquanto a respiração de Dayse ficava cada vez mais instável perto dele.

Ele se ajoelhou devagar diante dela para ajudá-la a tirar o restante das roupas, mantendo os olhos erguidos para o rosto feminino em vários momentos, como se estivesse tentando perceber qualquer sinal de insegurança ou dúvida antes de continuar.

Mas Dayse apenas continuava olhando para ele daquele jeito intenso e entregue que fazia o autocontrole de Edward se tornar cada vez mais difícil de sustentar.

Quando ela ficou completamente nua diante dele, Edward se levantou lentamente e permaneceu em silêncio por alguns segundos, observando-a com uma mistura quase perigosa de admiração, desejo e sentimento.

Dayse aproximou as mãos do peito dele, sentindo o coração masculino bater forte sob a camisa ainda fechada antes de sussurrar baixinho:

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