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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 97

Branca

O quarto ainda ecoava com a respiração pesada de Cássio, e eu me sentia vitoriosa, aninhada contra o peito dele. Ele me segurava como se eu fosse o centro do universo, os dedos traçando círculos leves nas minhas costas. Mas eu via nos olhos dele que a história não tinha terminado ali. Havia um brilho faminto, misturado com uma preocupação que eu conhecia bem, o medo de me machucar. Fazia só sete dias desde a cirurgia, desde que aquela faca idiota tinha rasgado meu intestino e me deixado com pontos que ainda puxavam a cada movimento mais brusco. Eu estava bem, sim, mas o corpo lembrava a todo instante: vá devagar.

Ele se inclinou para me beijar, devagar no início, como se testasse as águas. Mas o beijo ganhou vida rápido, paixão pura, a boca dele devorando a minha com uma urgência que me fez arfar. Suas mãos subiram para o meu rosto, segurando-me com gentileza, mas firmeza, como se quisesse me ancorar no momento. Eu retribuí, enfiando os dedos no cabelo dele, puxando-o mais perto. O gosto dele ainda estava na minha boca, e isso só aumentava o fogo.

"Branca", ele murmurou contra os meus lábios, a voz rouca e baixa. "Sua vez agora. Me deixa te mostrar o quanto eu quero você."

Meu coração acelerou, mas eu ri baixinho, tentando aliviar a tensão. "Minha vez? Você acha que eu sou uma conta no tribunal, juiz? Tipo, 'próximo caso'?"

Ele sorriu, aquele sorriso torto que me derretia por dentro, e mordeu de leve o meu lábio inferior. "Não é um caso, é uma sentença vitalícia. E eu sou o juiz que vai te condenar ao prazer máximo." Fez uma pausa, os olhos escurecendo. "Mas só se você prometer me avisar se doer. Não quero que nada te faça sentir dor, só prazer."

"Prometo", respondi, a voz saindo mais ofegante do que eu esperava. "Mas você não vai me tratar como se eu fosse de porcelana, né? Eu aguento mais do que você pensa."

"Ah, é? Vamos ver." Ele se afastou só o suficiente para me olhar inteiro, como se memorizasse cada curva. Suas mãos desceram para a bainha da minha camiseta, e ele a puxou devagar, com uma delicadeza que contrastava com o desejo nos olhos dele. Não arrancou, deslizou, como se desembrulhasse um presente precioso. Eu ergui os braços para ajudar, sentindo o ar fresco na pele exposta. Ele parou por um segundo, os olhos fixos na cicatriz recente na minha barriga, os pontos ainda vermelhos e sensíveis.

"Cássio...", comecei, mas ele balançou a cabeça, inclinando-se para beijar ao redor dela, leve como uma pluma. Seus lábios roçaram a pele intacta, evitando qualquer pressão na área machucada. "Você é linda", murmurou contra a minha pele. "Toda você. Isso aqui? É só uma marca que me prova o quanto você é forte." Ele traçou um caminho de beijos para cima, até os meus seios, as mãos desabotoando o sutiã com uma habilidade que me fez rir de novo.

"Juiz rabugento e agora mágico com fechos? Quem diria."

Ele riu também, o som vibrando contra o meu peito enquanto tirava o sutiã. "Anos de prática abrindo pastas de processos. Mas isso aqui é bem mais divertido." Seus olhos se suavizaram, saindo daquela pose de durão que ele usava no tribunal. Ali, na cama, ele era só Cássio, o homem que me olhava como se eu fosse seu maior pecado. "Sério, Branca. Me diz se quiser parar."

"Não quero parar", respondi, arqueando as costas levemente quando ele tomou um seio na boca, a língua girando devagar ao redor do mamilo. Um gemido escapou dos meus lábios, e eu senti o calor se espalhando pelo corpo inteiro. Ele era cuidadoso, oh, como era. Uma mão apoiava minhas costas, a outra explorava o outro seio, apertando com gentileza, roçando o polegar no bico endurecido. Nada de movimentos bruscos, nada que pudesse puxar os pontos. Era como se ele mapeasse meu corpo com precisão de cirurgião, mas com o toque de um amante.

Ele desceu mais, beijando a linha da minha barriga, pulando a área sensível com beijos aéreos, quase sem tocar. Suas mãos foram para a calça que eu usava, uma legging solta, fácil de tirar. Ele a deslizou devagar, junto com a calcinha, os olhos nunca deixando os meus. "Você é tão macia", disse, a voz grave e sexy. "E cheira tão bem... como se fosse feita pra mim."

Eu ri, corando um pouco. "Cheiro bem? Depois de um dia inteiro correndo de uma lado para o outro? Você tá delirando, juiz."

"Delirando por você", rebateu ele, piscando com um ar malandro. Mas então ficou sério de novo, ajoelhando-se entre as minhas pernas, as mãos abrindo-as com cuidado. "Deita aí, relaxa. Me deixa cuidar de você." Ele se inclinou, beijando a parte interna da minha coxa, subindo devagar, o fôlego quente me fazendo tremer. "Vou devagar, tá? Só prazer, nada de dor."

97. Insanidade 1

97. Insanidade 2

97. Insanidade 3

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