Branca
O ar entre nós estava carregado, como se o corredor inteiro soubesse o que viria a seguir. Cássio ainda me olhava com aqueles olhos escuros, cheios de desejo contido, e eu sentia o calor subindo pela minha pele, ignorando completamente os pontos na minha barriga que me lembravam de ser cuidadosa. Mas quem queria ser cuidadosa agora? Depois de tudo o que passamos, depois de quase perder tudo, eu queria sentir. Queria ele.
Antes que eu pudesse dizer mais uma palavra, ele me pegou no colo. Foi rápido, decidido, como se não aguentasse mais a distância. Senti um gemido baixo escapar dele quando me ergueu, o corpo dele ainda marcado pelos hematomas da briga, mas ele não parou. Seus braços me envolveram com firmeza, e eu me agarrei ao pescoço dele, o coração acelerando enquanto ele caminhava pelo corredor em direção ao quarto dele. Cada passo era um lembrete da dor que ele sentia, eu via nos músculos tensos do maxilar, no jeito como respirava um pouco mais pesado, mas ele não reclamou. Em vez disso, sorriu para mim, um sorriso torto e cheio de promessas.
"Você me deixa louco", murmurou ele, a voz rouca contra o meu ouvido. "Mas eu adoro isso."
Ri baixinho, o som ecoando no silêncio da casa. "E acha que eu não sei."
Ele abriu a porta do quarto com o ombro, sem me soltar, e fechou-a atrás de nós com o pé. Ele me depositou com cuidado na beirada da cama, como se eu fosse algo frágil, mas seus olhos diziam o oposto. Eu me sentei ali, as pernas penduradas, e olhei para ele, ainda de pé na minha frente. Meu corpo inteiro formigava de expectativa.
"Fique aí", eu disse, a voz mais baixa do que pretendia, mas firme. "Bem na minha frente."
Ele hesitou por um segundo, os olhos percorrendo meu corpo como se estivesse lutando contra si mesmo. "Branca... a gente pode esperar. Não precisa ser agora. Seus pontos... e os meus machucados..."
Balancei a cabeça, estendendo a mão para puxá-lo mais perto pelo cinto da calça. "Não quero esperar. Eu quero você." As palavras saíram intensas, quase urgentes, e eu via o conflito nos olhos dele, o desejo lutando contra a preocupação. Mas eu não ia deixar ele ganhar essa briga. Não depois de tudo. Eu precisava disso, precisava sentir o controle, o prazer de dar prazer a ele, de ver ele se desfazer nas minhas mãos.
Ele tentou resistir mais uma vez, segurando minha mão antes que eu pudesse desfazer o cinto. "Você tem certeza? A gente não precisa apressar as coisas. Eu posso esperar até você estar melhor."
"Eu estou bem", respondi, olhando diretamente nos olhos dele. "E você? Você quer esperar?" Minha voz era um desafio, e eu via o fogo acendendo nele. Ele engoliu em seco, o peito subindo e descendo mais rápido.
"Não", admitiu finalmente, a voz grave. "Deus, não."
Sorri, vitoriosa, e soltei o cinto dele com um clique suave. Ele não se mexeu, só ficou ali, me deixando tomar as rédeas. Desci o zíper devagar, sentindo o tecido da calça jeans ceder sob meus dedos. Meu coração batia forte, mas não era de medo, era de empolgação, de uma ousadia que eu não sentia há muito tempo. Ele era lindo ali na minha frente, alto, forte, mas vulnerável ao meu toque.
Puxei a calça para baixo, junto com a cueca, revelando-o para mim. Ele já estava duro, pulsando de desejo, e eu senti uma onda de calor me invadir só de olhar. "Sente isso", murmurei, envolvendo-o com a mão devagar, sentindo a pele quente e suave sob meus dedos. Ele gemeu baixo, os olhos se fechando por um instante enquanto eu começava a mover a mão, devagar no início, traçando o comprimento dele com movimentos firmes, mas provocadores.
"Branca...", ele sussurrou, a voz entrecortada. Seus quadris se moveram involuntariamente para frente, buscando mais contato. Eu sorri, inclinando-me para mais perto, o fôlego quente contra a pele dele.



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