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Coração Emprestado: A babá da filha do Juiz romance Capítulo 240

Branca

Eu não estava dormindo.

Fiquei quieta, respirando devagar, os olhos fechados, mas o corpo inteiro acordado. A mente não parava de girar, voltava para as imagens, para as palavras, para o calor que ainda pulsava sob a pele. Mesmo assim, eu não conseguia desligar.

Cássio estava colado em mim, o corpo grande e quente moldado contra o meu. O braço dele envolvia minha cintura com possessividade tranquila, o rosto enterrado no meu pescoço, e sua respiração roçava minha pele em um ritmo lento, profundo… deliberado. Controlado demais para ser sono.

Ele também estava acordado.

Deixei o silêncio se estender por mais alguns segundos, sentindo cada ponto onde nossos corpos se tocavam. Então me virei devagar, o lençol deslizando pela pele. No escuro, nossos olhos se encontraram imediatamente.

Nenhum dos dois precisou dizer que estava acordado. A verdade estava ali, suspensa no ar quente entre nós.

"Promete não mentir pra mim", sussurrei, a voz baixa e um pouco rouca.

Ele franziu o cenho de leve, mas não se afastou. Pelo contrário, o polegar dele já traçava um caminho lento pela minha cintura, subindo pela curva das costelas.

"Você deveria estar dormindo, Branca…"

"Você também." Meu sorriso foi suave, quase tímido. "De verdade, Cássio. Me promete."

Ele me encarou por um longo momento, aquele olhar intenso que sempre parecia ver através de mim. A mão dele subiu até meu rosto, os dedos deslizando com uma lentidão torturante pela minha bochecha, pelo maxilar, até o polegar roçar meu lábio inferior.

"Eu não vou te esconder o que realmente importa", disse por fim, a voz grave e baixa, vibrando contra minha pele. "Sobre o Jonathan, sobre a Emily… sobre tudo que eu descobrir. Isso eu prometo."

Não era a promessa completa que eu queria, mas era dele. Honesta. Pesada. Real.

"Tá bom", murmurei.

Ele inclinou a cabeça, os olhos semicerrados.

"Tá bom de verdade… ou tá bom porque você vai aceitar por enquanto?"

Eu ri baixinho, o som morrendo entre nós quando ele sorriu, aquele sorriso lento, de canto, carregado de desejo contido.

"As duas coisas", confessei, a voz quase sumindo.

Ele não respondeu com palavras.

Em vez disso, inclinou-se e me beijou.

Foi um beijo lento, profundo, quase reverente. Seus lábios eram quentes, macios, e ele saboreava cada segundo como se tivesse todo o tempo do mundo. Minha mão subiu até seu rosto, sentindo a barba rala arranhar de leve minha palma, enquanto a dele deslizava pela minha cintura, puxando meu corpo mais contra o dele com uma firmeza que fez meu coração acelerar.

O beijo se aprofundou aos poucos. A língua dele roçou a minha com uma sensualidade preguiçosa, arrancando um suspiro baixo de mim. Senti suas mãos descerem pelas minhas costas, traçando a curva da espinha, descendo até o quadril, apertando de leve como se quisesse me lembrar que eu era dele.

Quando nos separamos por um instante, nossas testas ficaram encostadas, as respirações misturadas, quentes e irregulares.

240. Nosso momento 1

240. Nosso momento 2

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