Laís
Ficamos abraçados por um longo tempo, só respirando juntos. Sinto o coração dele batendo forte contra o meu peito, ainda acelerado, ainda carregado de tudo. Mas aos poucos, a respiração dele vai ficando mais calma, mais profunda.
Eu me afasto só o suficiente para olhar nos olhos dele. Há desejo ali agora, misturado com tanto amor que chega a doer.
"Você precisa relaxar de verdade hoje", sussurro, passando os dedos de leve pelo lado direito do seu rosto, evitando qualquer movimento que possa puxar o ombro esquerdo. "E eu também preciso."
André abre a boca para dizer algo, mas eu não deixo. Beijo ele devagar, tomando o controle do beijo. Minha língua desliza contra a dele com calma, explorando, saboreando. Ele geme baixinho contra meus lábios, e esse som simples acende algo quente dentro de mim.
Com cuidado, eu o empurro de leve para trás até a cama. "Senta", mando suavemente.
Ele obedece, sentando na beira do colchão. A tipoia no ombro esquerdo limita seus movimentos, e eu vejo a frustração rápida passar pelo rosto dele, ele quer me tocar mais, quer me puxar. Mas hoje sou eu quem decide.
Eu tiro minha blusa devagar, deixando que ele me observe. Seus olhos escurecem enquanto acompanham cada movimento. Subo no colo dele com cuidado, uma perna de cada lado, sem encostar no ombro machucado. Minhas mãos vão para o botão da camisa dele e eu desabotoo devagar, abrindo o tecido para revelar o peito largo e a tipoia branca que ainda está ali, lembrando o quanto ele se sacrificou por mim.
"Não força o ombro", murmuro contra a boca dele, beijando-o novamente. "Hoje eu quero que você apenas sinta. Me deixa cuidar de você."
"Laís...", ele tenta dizer, a voz rouca de desejo.
"Shhh. Deixa comigo."
Eu desço os beijos pelo pescoço dele, sentindo o gosto da pele quente, o pulsar da veia ali. Minhas mãos exploram o peito dele, descendo pela barriga firme. André solta um suspiro trêmulo quando eu chego no cós da calça e começo a abrir devagar.
Eu me levanto só o suficiente para tirar o resto das nossas roupas, sempre com movimentos lentos e atentos. Quando volto para o colo dele, completamente nua, sinto ele já duro contra mim. O gemido que escapa da garganta dele é puro desejo contido.
Eu seguro o rosto dele com as duas mãos e olho bem no fundo dos olhos.
"Olha pra mim", peço baixinho. "Só pra mim agora. Esquece tudo. Só existe a gente aqui."



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