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Contrato de Prazer a Mãe que o CEO Jurou Dominar romance Capítulo 26

Capítulo 26 – Sim

Juliet Pierce

Saí do carro com o coração na boca, eu sei que mesmo ainda não cedendo já existe um "nós", os meus sentimentos por Noah se intensificam a cada dia, principalmente depois de momentos como esse que acabamos de compartilhar.

Mas não sou uma propriedade, já fui posse de alguém um dia e não estou disposta a ser novamente. E se é um objeto que Noah busca, não será em mim que irá encontrar.

A pergunta dele ainda ecoava em minha mente: “O que quer dizer com passar de novo?”.

“O que eu quero dizer, Noah, é que mesmo vendo a diferença entre você e George, também vejo semelhanças, e é isso que mais dói.”

Mas por enquanto, essa resposta vai permanecer dentro de mim.

Respirei fundo antes de alcançar a porta do clube, Wolf a abriu assim que me viu.

— Boa noite, Ju.

— Boa noite, Wolfzinho… — Ele riu, uma risada rouca, mas divertida.

— Wolfzinho, essa é nova para mim. — Ele disse, dei uma piscadinha e segui para dentro.

O som, as luzes, os olhares, tudo ali era familiar agora. E, ao contrário de antes, não me incomodava mais.

— Olha só quem chegou! — Atlas surgiu ao meu lado com um sorriso debochado. — Achei que teria que te buscar no carro do Noah.

Olhei para Samy a fulminando.

— Desculpa, mas sabe que não sei mentir. — Ela me disse envergonhada.

— Está tudo bem, Ju, só estou te provocando. — Atlas me disse com aquele sorriso sempre acolhedor.

Conversamos por alguns minutos, Dominic se aproximou, ele estava frustrado por perder mais uma "sub", conversamos, rimos, por um momento esqueci do que havia acontecido minutos atrás.

Caminhei de volta para o bar e foi nesse instante que senti. Braços fortes me envolveram pela cintura, seguidos por um beijo carinhoso no meu rosto.

Aquela voz rouca, familiar, sussurrou no meu ouvido:

— Boa noite, Ju.

Meu coração bateu mais forte, mas não de desejo, e sim de conforto.

— Chris! — Me virei tentando sorrir, mas sabia que tê-lo aqui não era uma boa ideia.

— Você está linda. Como sempre. — Ele disse, com aquele jeito provocador.

Eu ia responder, quando tudo aconteceu rápido demais.

Noah surgiu. Furioso. Cego.

O som seco de um soco ecoou antes mesmo que qualquer um entendesse. A plateia se formou, eu gritei, intervi, assim como os outros.

Ver os dois ali, trocando socos, gritando, se ofendendo, e percebendo que aquilo tudo era por minha causa.

Era surreal.

Aos poucos, tudo foi controlado. Will levou Chris, e eu, sem pensar muito, levei Noah para o escritório.

Tentei entender tudo aquilo, a necessidade, os motivos…

— Quer saber no que eu estava pensando, Juliet? — Ele perguntou, irritado.

Deu dois passos, ficando bem perto. Segurou meu rosto com firmeza, me obrigando a encará-lo.

— Que você é minha. — Ele disse com a voz grave. — E é isso que vai acontecer toda vez em que alguém ousar tocar no que é meu.

Fiquei alguns segundos em silêncio. O coração acelerado, o corpo ainda vibrando com tudo que aconteceu…

— Noah, do que você está falando? Nós conversamos no carro, você disse que me daria tempo.

Ele suspirou, exausto.

— Eu não consigo. A verdade é que não quero. Essa coisa de se afastar, de tempo, de entender. — Ele encostou a testa na minha. — Não posso, Ju, te ver aqui e fingir que não te quero. — Ele roçou os lábios dele nos meus. — Não posso fingir que não surto quando outro te toca. Que não enlouqueço só de imaginar você beijando outro homem.

— Noah, você já deixou claro que não namora.

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