Mário guardou o celular, deu a partida no carro e a ignorou por completo.
A teimosia em negar a verdade deixava a cabeça de Tainá latejando.
Mas, de súbito, lembrou-se de que... Mário havia mandado a cozinha preparar canja de galinha hoje.
Por que logo canja de galinha?
Será que ele já tinha chegado a essa conclusão apenas guiado pelos próprios instintos?
Mandou Caio investigar, e logo em seguida começou a interrogá-la.
Tudo isso era apenas para confirmar de modo absoluto todos os ângulos da situação?
Em meio ao silêncio pensativo de Tainá, o veículo encostou à porta da casa de Natália.
Ele estacionou o carro e destravou as portas.
— Espere um pouco — pediu Tainá subitamente.
Mário recuou a mão e lançou-lhe um olhar.
O rosto incrivelmente belo mantinha-se impassível, sem um único músculo franzido.
Mesmo que Tainá continuasse a negar com todas as forças...
Naquele instante, ela não conseguiu reter as palavras:
— Por que você teve que chegar a essa conclusão? Por acaso é uma notícia maravilhosa a gravidez de Natália? E, se ela realmente estiver esperando um filho, o que você pretende fazer?
Mário a olhou como se não compreendesse a questão:
— Como assim, o que pretendo fazer?
Tainá inspirou profundamente e foi direta:
— Esse filho é do Sérgio.
Com um olhar enigmático, Mário retrucou:
— E se não for de Sérgio, de quem mais seria?
Umedecendo os lábios, ela hesitou:
— O que eu quis dizer foi... Esquece... De qualquer forma, não é verdade.
Sem perder tempo, ela forçou a maçaneta para saltar do carro.
A voz de Mário, imperturbável, ecoou:
— O filho é de Sérgio? E não é também de Natália?
Tainá estacou e sua mão tremeu sutilmente na porta. Ela virou-se para encará-lo.
Ele devolveu o olhar e acrescentou:

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