— Você... por que está me perguntando isso? — Sérgio franziu a testa, com uma sensação indescritível no coração. — Não, o que você quer fazer? Em vez de dar uma explicação à Melissa, você me arrasta até aqui para fazer essas perguntas sem sentido?
Ao ver a reação dele, Natália também já sabia a resposta e disse: — Venha comigo.
Dito isso, ela caminhou em direção à sala de ultrassom.
Sérgio ficou ainda mais confuso.
Ao entrar na sala, Sérgio baixou o tom de voz: — Vocês realmente brigaram? Onde ela te acertou?
Ele não entendia o motivo de estarem na sala de ultrassom. Natália parecia ilesa, então precisava de um ultrassom para ver o estrago?
Natália o ignorou e foi diretamente até a médica, informando seu nome.
A médica disse: — Pode se deitar.
Natália deitou na maca.
Sérgio estava ao lado, mas havia uma cortina bloqueando a visão; ele não conseguia ver Natália.
Porém, conseguia ver o monitor do ultrassom.
Ele pensava que Natália havia levado um soco na barriga e, como não dava para ver por fora, veio fazer um ultrassom para checar.
Ele não estava entendendo as imagens na tela.
Mas a fala da médica o deixou completamente petrificado na hora.
— Nove semanas e meia de gravidez, o bebê está muito saudável.
Natália... grávida?
Fazendo as contas.
Sérgio ficou chocado. Foi na época em que...
Natália levantou-se da maca e abriu a cortina. Sérgio, por um momento, não sabia o que dizer.
Depois de um longo tempo, ele conseguiu perguntar: — Meu... filho?
Natália olhou para ele: — Vamos conversar em outro lugar.
Na cafeteria do hospital.
Durante todo o caminho, Sérgio estava perplexo e, ao mesmo tempo, estranhamente culpado, mas também inexplicavelmente feliz.
Um misto de emoções.

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