Pensando nisso, Tainá Teixeira acabou pensando incontrolavelmente: quando exatamente Mário Junqueira iria desmoronar?
Ele desmoronaria?
Mesmo com a gravidez de Natália Nascimento, ele mantinha uma calma extrema, diferente das pessoas comuns. Será que... ele nunca desmoronaria?
Sob essa frieza contraditória, Tainá Teixeira sentia que, por fora, ele era o contido e sereno herdeiro da Cidade A, mas por dentro, segurando seu terço, abrigava o espírito implacável de um demônio, um louco da mais alta categoria.
A calma extrema e a loucura extrema coexistiam nele.
Quanto mais tranquilo por fora, maior era a repressão por dentro.
Era só uma questão de ver... quando ele não conseguiria mais se conter e perderia totalmente o controle.
— Me dê isso. — Tainá Teixeira recolheu seus pensamentos e estendeu a mão para Mário Junqueira, sinalizando que carregaria a garrafa térmica.
Mário Junqueira não hesitou nem um pouco, entregando-a diretamente a ela. Ele pretendia continuar andando, mas parou e disse: — Espere um instante.
Tainá Teixeira não entendeu: — Vai fazer o quê?
Mário Junqueira tirou o maço de cigarros e perguntou a ela: — Você quer?
Tainá Teixeira balançou a cabeça.
Ela tinha acabado de fumar. Não conseguia suportar uma frequência tão intensa; isso era um teste de resistência para os pulmões e também uma forma de abuso.
O estacionamento de antes ficava bem perto da casa, logo na próxima curva; dirigir até ali levara apenas uns cinco ou seis minutos.
Como Tainá Teixeira recusou, o próprio Mário Junqueira puxou um cigarro, colocou-o entre os lábios, acendeu-o e foi para um canto fumar.
Tainá Teixeira ficou parada segurando a garrafa térmica, mas não pôde deixar de observá-lo.
A aparência dele era uma em um milhão, e ninguém nos círculos de elite da Cidade A podia se equiparar a ele.
Tainá Teixeira não pôde deixar de pensar, como numa auto-hipnose: seria possível que ela estivesse apenas interessada na aparência física de Mário Junqueira?
Mas apenas um segundo depois, a resposta foi descartada. Ela sabia muito bem que ia muito além da aparência...
A residência de Natália Nascimento e Sérgio Farias era de um estilo puramente europeu, muito bonita, majestosa e romântica, exatamente do jeito que Natália gostava.
Mário Junqueira estava encostado na parede. Ele estava apenas de pé, fumando o seu cigarro, mas, de alguma forma, sua presença era capaz de fazer com que qualquer pessoa parasse e admirasse.
Ele era o homem que fumava com mais estilo e exalava a maior tensão sexual que ela já vira.

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