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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 340

O sorriso no rosto do Sr. Jorge congelou.

A expressão de Sérgio Farias era ainda mais dolorosa de se ver.

Enzo Junqueira sacudia o Sr. Jorge sem parar: — Din-din, vovô Jorge, dá din-din, muito din-din.

Sérgio Farias não sabia se ia embora ou se ficava; estava completamente perdido.

Sem outra alternativa, o Sr. Jorge tirou um maço de dinheiro do bolso: — É... é o suficiente, jovem mestre?

Enzo pegou alegremente, correu até lá com passos rápidos e ergueu o dinheiro para Sérgio: — Din-din, toma, vai comer papá.

Os olhos de Sérgio escureceram e ficaram tão vermelhos que pareciam prestes a sangrar.

Ele não se moveu.

Enzo puxou a barra de sua calça, esticando-se com esforço para enfiar o dinheiro no bolso de sua roupa.

As lágrimas de Sérgio começaram a cair pesadamente. Ele se abaixou devagar: — Eu não sou...

Antes que ele pudesse terminar, Enzo enfiou o dinheiro em sua mão: — Não chora, vai, vai comer.

Sérgio engasgou em soluços, incapaz de pronunciar uma única palavra. Olhando para o rostinho inocente de Enzo, seus lábios tremeram incontrolavelmente enquanto finalmente dizia: — Está bem, obri... obrigado.

Enzo respondeu: — De nada.

O Sr. Jorge se aproximou: — Sr. Farias.

Sérgio se levantou e saiu apressado.

Mas acabou esbarrando em Mário Junqueira na porta.

Os dois se encontraram cara a cara, mas antes que pudessem dizer qualquer coisa...

Enzo pulou alegremente nas pernas de Mário como se fosse um pequeno foguete: — Papai!

As lágrimas de Sérgio caíam sem parar, como um colar de pérolas arrebentado.

Mário ergueu Enzo nos braços de uma vez só: — Bom garoto.

Sérgio continuava sem conseguir dizer uma palavra e apenas caminhou para longe.

Enzo disse: — Fome, ele tem fome. Eu... eu dei din-din pra ele.

Mário ficou surpreso por um momento, mas logo esfregou os cabelos macios do menino: — Que orgulho.

Pouco depois, o casamento começou.

Sob os olhares atentos de todos os presentes, Mário colocou a aliança no dedo de Natália Nascimento. Ele a olhou com os olhos avermelhados de emoção: — Esperei tanto por você.

Natália sentiu um nó na garganta, mas sorriu e respondeu: — Obrigada, Sr. Junqueira. Conto com você para o resto da vida.

Mário riu: — Não me atreveria a te guiar, apenas a... te venerar.

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