— O avião vai pousar em duas horas. Estou indo te buscar para irmos juntos recebê-lo.
— Está bem, está bem. Obrigada, meu amor. — Natália já estava com o rosto banhado em lágrimas.
— Mamãe, não chore. — Assim que ela desligou a ligação, as mãos gordinhas de Enzo Junqueira se esticaram em sua direção.
— A mamãe não está chorando. A mamãe está apenas muito feliz! — Natália o pegou no colo.
Natália se arrumou e levou o filho e a filha consigo.
Ao sair da Mansão Junqueira, avistou Sérgio Farias, carregando muitas coisas e tentando entregá-las na guarita de segurança.
— Não precisa trazer nada disso. O Enzo não tem falta de nada. O papai Mário dele é quem tem mais dinheiro e nunca deixou faltar nada para o menino. — Natália se aproximou.
Essas palavras bateram como um tapa no rosto de Sérgio.
— Nati... — Ele murmurou.
Antes que ele pudesse terminar, um Hummer se aproximou em alta velocidade.
— Querida. — Mário desceu do carro.
— Amor. — Natália abriu um sorriso.
— Papai! — Enzo correu em direção a ele.
— Bom garoto, você está mais pesado de novo. — Mário o pegou nos braços com um sorriso radiante.
Enzo se agitava de alegria no colo dele, enchendo-o de beijos até deixar o belo rosto do homem coberto de baba.
— O beijo do meu filho é o mais doce que existe. — Mas Mário apenas riu alto.
Enquanto Marina balbuciava no carrinho de bebê empurrado pela babá, o sorriso de Mário se tornou ainda mais brilhante e cheio de felicidade.
— Vamos, querida. — Ele estendeu a mão para segurar a de Natália, segurando Enzo no colo, e olhou para a filha.
Natália assentiu com a cabeça.
A família de quatro pessoas entrou no carro.
Sérgio Farias ainda permaneceu em pé no mesmo lugar.
Caio Fonseca estava ao volante. Enzo, no colo de Mário, debruçou-se na janela do carro e observou Sérgio.
— Mamãe, aquele tio ali é um mendigo? A professora disse que devemos, hum, dar comida, ajudar as pessoas. — Em seguida, com sua voz infantil, perguntou.
— O Enzo é muito bondoso. — Natália ficou surpresa por um momento, mas depois estendeu a mão e afagou a cabeça do menino, sem dizer mais nada.
— Papai, papai, dá, dá dinheiro! Dá um dinheirinho pra ele. — Enzo ficou radiante, agitando-se no colo de Mário.
— Tudo bem. Vamos dar. — Mário sorriu.
Aeroporto Internacional.

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