Ninguém disse mais nada.
De repente, Marina começou a chorar, e Natália se levantou às pressas para verificá-la.
Fábio também se levantou e foi atrás.
Mário apenas observou, sem sair do lugar.
— Qual é o nome desse tesouro? — Natália pegou a filha no colo, e Fábio perguntou com um sorriso.
— Marina Junqueira. — Natália sorriu e respondeu.
— Um nome bonito. — Fábio ficou ligeiramente surpreso.
— Natália. — continuou Fábio, com a voz bem suave. — Você está feliz agora?
— Sim, muito feliz. — Natália olhou para ele e assentiu.
O sorriso de Fábio se aprofundou ainda mais.
— O que foi? — Nesse momento, Mário aproximou-se segurando a mão de Enzo, perguntando com a voz terna.
— Acho que ela precisa que troquem a fralda. — Natália respondeu.
— Deixe comigo. — Mário estendeu as mãos.
Natália entregou a filha para ele, e Mário a segurou, com um rosto transbordando de ternura.
Primeiro, ele deu vários beijos na menina, antes de começar a trocar a fralda.
— O irmãozinho também quer trocar a fralda da irmã! — Enzo, ao lado deles, pediu.
Mário o ergueu e o colocou sobre a bancada, e o menino realmente começou a ajudar.
Pai e filho trabalhavam em perfeita sintonia, provando que já tinham muita prática naquilo.
Fábio olhou para Natália e notou que o olhar dela estava fixo nos três, envolto em uma doçura tão intensa que não se desfazia.
— Nati. — Os cantos dos lábios de Fábio se curvaram em um leve sorriso, e ele repentinamente chamou.
— Ah. — Natália se virou.
— Dá um abraço no seu irmão mais velho. — Fábio abriu os braços.
Sem hesitar, Natália deu um passo à frente e o abraçou.
Mário virou o rosto para observá-los, mas não havia o menor sinal de irritação nele; pelo contrário, seus lábios se curvaram em um sorriso.
— Nati, me desculpe. — Fábio, ainda abraçado a Natália, murmurou.
— Quem deveria pedir desculpas sou eu, que durante todo esse tempo não consegui... — Os olhos de Natália ficaram marejados no mesmo instante, e ela respondeu em voz baixa.
— Nati, tudo isso já passou. — Antes que ela pudesse terminar a frase, Fábio a interrompeu.
— Sim. — Natália fechou os lábios entreabertos e assentiu com a cabeça.

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