Sérgio riu friamente e respondeu:
— Não podem destratar a Natália, então isso dá o direito de destratar a Melissa? Vocês... por acaso não têm coração? E você também!
Sérgio olhou para Marcelo Mendes, que permanecia em absoluto silêncio:
— Você é irmão de sangue da Melissa, e vai apenas cruzar os braços e assistir enquanto sua irmã é humilhada dessa maneira?
Encarando-o, Sérgio provocou:
— Será que tudo isso é só para puxar o saco do Mário Junqueira?
Marcelo não esboçou reação.
Sérgio balançou a cabeça:
— Tudo bem, muito bem, vocês todos são muito bons nisso! Somos todos amigos de infância, porra, crescemos juntos! O Fábio Fontes está morto! A Melissa está esperando um filho dele, e é assim que vocês a tratam? Fazer uma mulher grávida de cinco meses se ajoelhar, é realmente um belo espetáculo!
Nesse momento, Fernanda, que até então estava calada, interveio:
— Sérgio Farias, você acha que tem o monopólio da justiça? Você acha que a Natália deveria apenas concordar e te entender? E você, já se importou alguma vez com o que ela sente? Você não tem cobrado dela agir apenas com base nos seus próprios sentimentos?!
As palavras de Fernanda fizeram Sérgio travar por um instante.
Fernanda continuou:
— Já que as coisas chegaram a este ponto, vamos colocar as cartas na mesa. Crescemos todos juntos, e a Melissa também é irmã do Marcelo. Frente a uma tragédia dessas, nenhum de nós está imune à dor dela, ninguém quer atacá-la de propósito!
— Você acha que é o único herói da história, cheio de compaixão e lealdade, e que o resto de nós somos monstros? Quantas soluções nós não propusemos? Comprar uma casa só para ela, cuidar dela em rodízio, ou ajudá-la todos os dias juntos, mas ela rejeitou. O Mário até se ofereceu para abrir uma produtora de cinema só para ela brincar como quisesse, mas ela não quis. A única coisa que servia era morar na sua casa!
Após dizer isso, Fernanda olhou fixamente para Melissa:

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