— E me diga, Natália, você não tem consciência? — Neste ponto, Sérgio estava tomado por uma agitação incomum, quase cego de cólera.
— A Melissa está grávida de cinco meses, a barriga dela já está deste tamanho, você não enxerga? Ela carrega o filho do Fábio Fontes, o Fábio já está morto, e você quer matar essa criança também com seu chilique?
— Além disso, eu vivo te repetindo, há dois anos, quem ficou devendo a ela foi você, você deve a ela! O que é que você está fazendo agora? Por que infernizar a vida de uma mulher grávida desse jeito?
Diante dos surtos coléricos de Sérgio, Natália limitou-se a mirá-lo e disse:
— A própria Melissa resolveu me pedir desculpas, ela mesma veio com essa conversa de redenção. Já que você morre de pena dela, então ajoelhe-se no lugar dela.
Sérgio quase desmaiou de tanta fúria:
— Você é completamente irracional!
Após isso, visivelmente furioso, ele puxou Melissa para se levantar:
— Levante-se rápido, não precisa mais ajoelhar. Deixe-a ficar com a raiva dela. Se ela realmente não quer voltar para casa, que fique por aí.
Contudo, Melissa recusou-se a levantar, soltando-se da mão de Sérgio e apelando:
— Sérgio, por favor, não aja assim. Se a Nati não voltar para casa, para onde ela irá? Se vocês brigarem dessa forma, onde eu vou parar?
A discussão parecia ter retornado à estaca zero.
A premissa de que Natália e Sérgio não poderiam brigar, nem tampouco se divorciar, caso contrário Melissa arcaria com o estigma e a culpa.
Neste instante, Mário deu um passo à frente e disse para Natália:
— A Mansão Junqueira já foi transferida para o seu nome, esta é a sua casa!
A declaração atordoou a todos presentes, inclusive a Natália.
O que mais haveria de ser dito?
A Mansão Junqueira havia se tornado propriedade de Natália, o que significava que ela poderia morar ali o tempo que quisesse.
Sérgio voltou-se para Mário:

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