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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 246

O som de um forte estrondo, seguido por um guincho estridente de freios e pelo grito apavorado de Tainá Teixeira.

A feição de Sérgio empalideceu imediatamente, a testa enrugando-se.

— O que houve?

Mário estabilizou o volante, a voz ainda suave, como de costume:

— Atropelamos uma pessoa.

O sobrolho de Sérgio cerrou-se ainda mais.

— Foi grave? Onde vocês estão?

Mário respondeu:

— Não é nada de mais. Uma pessoa numa bicicleta elétrica saiu de repente na frente do carro. Falamos depois.

Mário desligou o telefone.

Natália, notando a expressão de Sérgio, também desconfiou e questionou:

— O que aconteceu?

Sérgio mal ia responder quando o celular de Natália tocou.

Era o Mário.

Natália atendeu, escutando-o dizer:

— Tivemos um imprevisto no caminho, vamos nos atrasar um pouco para te buscar.

A mulher perguntou:

— Aconteceu alguma coisa?

Mário explicou:

— Uma bicicleta elétrica apareceu do nada e batemos. Tudo bem, em meia hora resolvemos isso. Espere um pouco mais em casa.

— Ah, certo. — Natália acenou com a cabeça; mesmo franzindo as sobrancelhas, ela compreendia que, para Mário, um acidente assim... realmente não era nada preocupante.

Ela encerrou a chamada e decidiu ir para fora de casa mesmo assim.

Ela não ia voltar e sentar-se na sala principal para esperar.

Mal ela deu um passo, Sérgio interferiu:

— O Mário acabou de atropelar alguém, e você ainda quer ir?

Achando a situação absurda, Natália respondeu:

— Não foi a bicicleta elétrica que apareceu de repente? Ele me disse que está tudo bem, por que eu não posso ir?

Com isso, fez menção de prosseguir.

Contudo, Sérgio retrucou:

— Natália, você não percebeu as verdadeiras intenções do Mário?

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