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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 166

Mário instintivamente fez menção de pegar um cigarro, mas hesitou, optando por tirar o rosário do pulso. Com o objeto entre as mãos, os dedos acariciando as contas escuras, brilhantes e lisas, ele finalmente virou o rosto: — O que queria me dizer?

O espaço fechado.

A rusticidade do interior do Hummer.

Tudo isso tornava o rosto incrivelmente belo de Mário Junqueira ainda mais intimidador.

A ponto de ninguém ousar encará-lo diretamente.

Mas Natália Nascimento já estava acostumada com aquela expressão. Ela sorriu, piscou os olhos de forma um tanto travessa e perguntou: — Você vai pedir a Tainá em casamento?

Ao ouvir isso, Mário ficou atônito.

O sorriso suave e quase imperceptível que habitava seus olhos profundos e sombrios agora... havia se transformado, provavelmente... em uma ligeira surpresa.

Talvez não esperasse que, ao ser chamado para uma conversa a sós com Natália, o assunto fosse esse.

No entanto, o estado de Natália havia melhorado muito. O humor deprimido finalmente dera lugar a uma leveza travessa.

— Não. — Mário recuperou a compostura e disse: — O que se passa nessa sua cabeça? Que tipo de pedido de casamento seria tão miserável assim?

Natália estava prestes a rir, pensando consigo mesma que o padrão de exigência do Sr. Junqueira era realmente...

Antes que pudesse terminar o pensamento, sentiu que as palavras dele soaram como um tapa em seu próprio rosto.

Ela sequer havia recebido um pedido de casamento; isso não a tornava pior do que "miserável"?

— Ah, tudo bem. — Natália disse: — Só pensei em perguntar caso precisasse de ajuda com algo.

Mário fixou o olhar nela: — Por que achou que fosse um pedido de casamento?

Natália respondeu: — Se não é um pedido de casamento, por que arranjou tantas flores?

Mário hesitou por um momento, seus dedos lisos girando intencionalmente as contas de sândalo. Dois segundos depois, respondeu: — Hum... Foi ideia do Caio.

Natália ergueu uma sobrancelha.

Mário acrescentou: — O Caio achou que, ao receber convidadas, seria de bom tom ter algumas flores no ambiente.

Natália pareceu compreender de imediato: — Ah.

Mas logo uma leve dúvida surgiu: — O Caio é tão atencioso assim?

Alguns dias atrás, naquele terreno vazio, apenas porque Mário havia sido empurrado por Sérgio Farias, Caio Fonseca havia sacado a arma com uma expressão gélida. Era... difícil imaginar que ele pudesse ser tão detalhista.

Mário assentiu: — É.

Dito isso, ele abriu a porta do carro, como se quisesse tomar um pouco de ar, e perguntou: — Vamos descer?

Natália assentiu: — Vamos.

Mário saiu e abriu a porta para Natália.

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