Tainá também ficou surpresa; de fato, nunca havia ouvido falar daquilo.
Além disso, Caio não parecia o tipo de pessoa que engataria um namoro.
E muito menos começar uma conversa chamando alguém de "amorzinho"??
Tainá coçou a cabeça e disse: — Namorando? O Caio leva jeito para isso?
Fernanda riu: — Acho que não. A forma como ele soltou aquele "amorzinho" com uma cara de quem vai para o sacrifício... não sei se devo ter pena da namorada ou se devo invejá-la.
Natália achou graça. Com um sorriso doce nos lábios, ela disse: — Deveria ser inveja.
Ela nunca havia namorado, e... nunca havia sido cuidada daquela forma.
Ver um homem durão como Caio demonstrando ternura para com a namorada a deixou verdadeiramente com inveja.
Mesmo com uma expressão de quem estava indo para a forca, ele ainda se esforçava para chamar a namorada daquele jeito; era isso que o tornava invejável.
Tainá, no entanto, franziu as sobrancelhas a ponto de parecerem lagartas, lançou um olhar para Mário e, em seguida, perguntou a Natália: — O que você quis dizer com "atencioso"?
Natália contraiu os lábios, olhou para Tainá e disse: — Estas flores.
Tainá ficou ainda mais confusa: — Hã?
Antes que pudesse fazer outra pergunta, Natália explicou: — O Mário me disse que foi o Caio quem sugeriu colocar todas essas flores. Eu comentei que ele estava muito mais atencioso, mas agora vejo que é porque está namorando.
Fernanda, ao lado, riu: — O machão virou um romântico incorrigível.
Só de pensar naquele "amorzinho" dito com cara de mártir, Fernanda não conseguia parar de rir.
Natália também cobriu a boca, rindo.
Era realmente um dia agradável, e seu humor melhorara assim que chegou.
Tainá ergueu lentamente as sobrancelhas e, após um longo instante de atordoamento, finalmente compreendeu a situação. Ela sorriu e disse: — Ah, entendi!
Embora Tainá estivesse sorrindo, era um sorriso meramente complacente.
Não havia nele a alegria genuína de Natália ou de Fernanda.
Fernanda até comentou com Natália: — Queria muito ouvir o que o Caio está falando com a namorada.
Natália assentiu e estendeu a mão para pegar uma fruta parecida com um rubi à sua frente.
Marcelo Mendes intrometeu-se: — O que tem de tão interessante para ouvir? Você é muito fofoqueira. O que eu falo para você todo dia não é o bastante?

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