Mário respondeu:
— Teremos estrelas cadentes hoje à noite. Precisa mesmo perguntar quem? Eu, a Tainá, o Marcelo e a Fernanda. O local será na Mansão Junqueira, e hoje à noite... podemos acender uma fogueira, ver a chuva de meteoros e fazer um churrasco.
Havia um riso descontraído em sua voz que faria qualquer um desejar estar lá.
Os olhos de Natália brilharam, e ela concordou quase sem hesitar:
— Tudo bem.
Nesses últimos dias, ela havia ficado entediada, sozinha em casa.
O aperto em seu coração recusava-se a dissipar; ela precisava espairecer, e nada melhor do que ter os amigos por perto.
Ouvindo uma resposta tão pronta, Mário sorriu de canto e acendeu um cigarro:
— Certo, então... venho te buscar ao meio-dia. O dia está lindo, podemos tomar um pouco de sol.
O sol que brilhava durante a transição do outono para o inverno era radiante e acolhedor.
Natália gostou da ideia:
— Perfeito. Mas não precisa me buscar, vou pedir para o motorista me levar.
Porém, Mário foi mais além:
— Passe a noite aqui, em casa.
Natália franziu o sobrolho de leve.
Mário completou:
— As estrelas cadentes são pontualmente à meia-noite. Voltar tão tarde é complicado, e aqui há quartos de hóspedes sobrando; o Marcelo e a Fernanda também vão passar a noite.
— Ah. — Natália concordou com a cabeça. Não seria a sua primeira visita à Mansão Junqueira.
A propriedade era colossal, sua beleza rivalizava com a das atrações turísticas mais refinadas.
E de fato tinha cômodos de sobra.
Só que, no passado, ela havia apenas feito visitas curtas, nunca chegado a dormir ali.
Após uma breve reflexão, ela respondeu:
— Combinado.
Ela não via uma chuva de meteoros havia muitos anos, e as suas lembranças remetiam aos velhos tempos da juventude.
Era na época em que os primeiros amores desabrochavam, o grupo reunira-se no alto de uma montanha.
O evento astronômico foi um fenômeno gigantesco, atraindo as multidões.
Foi Mário quem usou a força do seu bolso para reservar o espaço privilegiado no topo da colina.
Um grupo de adolescentes de dezesseis, dezessete anos, lado a lado, erguendo os olhos ao céu e trocando olhares furtivos com os que estavam por perto.
Por isso, a possibilidade de ver as estrelas cadentes despertou o seu interesse, não havia nada mais belo.
Mário respondeu:
— Então, até mais. Vou desligar.
Ele disse que ia desligar, mas não o fez.
Natália aguardou por um segundo e disse:

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