"César"
Anos atrás, quando acordei na cama de hospital, achei que estivesse delirando ao ver uma deusa diante de mim. Hoje, ela tornou a minha mulher.
Eu mal conseguia processar aquela realidade. De longe, encostado no balcão do bar, eu apenas observava a mulher mais linda do mundo flutuar pela pista, rodeada pelas amigas, todas já um pouco altas de champanhe. Minhas habilidades de dança ainda eram uma negação, limitadas à valsa tímida que abriu a noite, então preferi me recolher ao meu papel favorito, ser o espectador.
— Limpa a baba, cara. Está escorrendo e vai manchar o terno — Augusto surgiu ao meu lado, entregando-me um copo de uísque.
— Quem diria que nosso irmão mais velho finalmente se resolveria e se casaria com a Camila? Nunca vi alguém enrolar uma pessoa por tanto tempo. Eu não teria a paciência dela. Você tem muita sorte maninho — Diana se aproximou pelo outro lado, rindo e cruzando os braços.
— Pelo que eu saiba o que você fez com o Ícaro não foi muito diferente — alfinetei.
— Nem se compara a você. Isso vai virar fofoca de Natal por anos, o dia em que o titio virou gangster, claro que vamos ter que cortar algumas partes da história, mas jamais será esquecida.
A festa estava no auge. A pista era um caos delicioso que misturava os passos desajeitados da minha avó, a energia das crianças correndo entre as mesas e a animação dos nossos amigos. Olhei para o meu irmão, o gelo estalando no meu copo.
— Quem diria que a sua ideia maluca daria nisso? — comentei, baixinho.
Augusto deu uma gargalhada, sabendo exatamente ao que eu me referia. Aquela armação dele de casar com a Isabella acabou sendo o dominó que derrubou tudo, trazendo Camila e Ícaro para as nossas vidas. Virou nossa família de cabeça para baixo, mudou todos nosso planos, nos arrastou por tragédias e confusões que quase nos destruíram. Mas, de alguma forma, o caos nos trouxe até aqui.
Cada um ganhou uma família, preenchendo um vazio que nem sabia que existia. Ao contrário de Augusto e Diana, eu tinha demorado demais, perdido tempo. Jamais cometeria esse pecado de novo.
A festa durou até metade da madrugada e, no dia seguinte, depois de dormir até quase meio-dia, Camila estava sentada na varanda, com o cabelo preso em um coque frouxo e os olhos ainda um pouco pesados pelo cansaço da festa, segurando uma caneca de café.
Para mim, ela nunca tinha estado tão linda.
Me aproxeimei e sentei na cadeira ao lado, sentindo a brisa salgada bater no rosto.
— Quero conversar uma coisa com você — comecei, tateando o bolso do shorts.
Ela baixou a caneca devagar, me olhando com uma certa apreensão.
— Acabamos de casar, amor. Por favor, não me diga que o seu presente de casamento é uma nova confusão, já tivemos muitas emoções para uma vida toda.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Paguei pelo capítulo 301 e ele sumiu...
Não estou entendendo.. Por que um capítulo liberado outro bloqueado?? 😩😩😩...
Gostando bora ver como será...
Alguém tem o capítulo de 27 pra frente?...
3 dias e sem um capítulo novo. Frustante....
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...