"César"
O quintal tinha se transformado em um caos. Eu realmente não tinha ideia de como uma obra poderia ser tão caótica. Quando apresentei minha proposta para Camila, derrubar o muro e transformar tudo, parecia uma ótima ideia, mas agora, olhando a confusão de pessoas andando para lá e para cá, barulho, poeira, quebradeira, percebi que não sabia onde estava me metendo.
Camila riu da minha ingenuidade e confirmou por que não acreditava que tudo ficaria pronto tão rápido. No fim, eu já começava a pensar da mesma forma. Até minha sogra tinha aceitado passar uns dias na casa de Isabella para fugir daquela bagunça, o que mostrava o tamanho do problema.
Mas nem tudo era caos. Camila tinha ligado animada para contar que Nicole apresentara os primeiros sinais de sair da sedação. Depois de quase duas semanas em coma induzido, ela finalmente estava fora de perigo. A recuperação ainda seria lenta, principalmente depois de tanto tempo em coma, mas Camila estava ao lado dela para ajudar no que fosse preciso.
Foi inevitável pensar em Viktor. Claro que eu não esperava que ele resolvesse tudo em pouco mais de uma semana, que encontrasse a irmã de Nicole e aparecesse com ela na porta do hospital, mas também não acreditava que ele estivesse realmente fazendo isso.
Eu não confiava em Viktor. Tentava ter a fé que Camila dizia para eu ter, porque era a única coisa que nos restava. Ela acreditava, e eu não tinha coragem de desencorajá-la. Dei um salto no escuro ao entregar o dinheiro para ele, esperando, no mínimo, que aquele homem ainda tivesse algum sentimento dentro de si, que realmente se importasse com Nicole, ao menos nesse ponto.
Mas agora não adiantava pensar nisso. Se fosse esperto, ele já devia estar longe, e eu não teria como cobrar nada dele.
O som do martelo me arrancou dos pensamentos. Fechei os olhos por um instante, tentando ignorar a poeira de cimento que subia pelo quintal, mas a distração veio de outra forma. O toque do celular cortou o barulho da obra. Era José.
Fazia algum tempo que eu não falava com o detetive. Nem havia mais motivo, Romeo morto, Julia também morta, nenhum problema restante.
Marquei de encontrá-lo em um restaurante e aproveitei a hora do almoço. Afastei o receio de imaginar por que ele queria falar comigo, se alguma coisa tinha aparecido e poderia complicar a situação de Camila.
Quando cheguei ao restaurante, ele já tinha chegado.
— Se não se importar, já fiz o pedido. Estou com o tempo meio corrido — José me cumprimentou.
— Sem problemas. Só vou pedir uma coisa leve. Então, aconteceu alguma coisa? — perguntei, sentindo um certo nervosismo.
— Nada demais. Isaac continua preso e acho que nunca mais vai aparecer no seu caminho. E com Romeo e Julia mortos, Viktor desaparecido, você se livrou de todos os problemas. É uma sorte, não é?
Senti um leve sarcasmo no tom de José, mas me limitei a sorrir e chamar o garçom para pedir uma água e uma salada.
— Acho que posso realmente considerar sorte — comentei.
— Eu ainda tenho muitas investigações. Romeo tinha muitos contatos e ramificações. A morte dele não acaba com tudo, infelizmente. Mas o que encontramos naquela casa que ele usava foi suficiente para colocar algumas pessoas na cadeia. No fim, acabamos descobrindo que ele foi assassinado e, interrogando alguns funcionários, a suspeita geral era Júlia. A mulher era realmente esperta, ou nem tanto considerando como acabou tudo. Quando achamos a casa dela, encontramos celulares, contas e dinheiro. Sua ex-namorada não valia o chão que pisava. Como você foi se meter com tudo isso mesmo?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Paguei pelo capítulo 301 e ele sumiu...
Não estou entendendo.. Por que um capítulo liberado outro bloqueado?? 😩😩😩...
Gostando bora ver como será...
Alguém tem o capítulo de 27 pra frente?...
3 dias e sem um capítulo novo. Frustante....
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...