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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 261

"Júlia"

César era burro e acabaria se matando. A minha opção era deixar que ele se matasse sozinho ou pelo menos fazer uma tentativa salvar a pele dele. Optei por tentar fazer alguma coisa.

Romeo, desde o dia do encontro com César, decidiu que não precisava mais fazer segredo e mandou que eu me mudasse para a casa dele com o meu filho. Até levaria minha mãe, mas, quando ela olhou para Romeo, disse que não.

E assim, mudei para o apartamento dele, que foi equipado em tempo recorde para receber meu filho, incluindo um quarto completo e babás 24 horas por dia para me ajudar.

Eu me vestia de acordo com o que Romeo determinava, linda e cheirosa. Com todo o dinheiro que gastava comigo, ele gostava de ver as joias no meu pescoço; Romeo gostava de apreciar o investimento. E eu gostava de ser o investimento dele, gostava de receber tudo o que me dava, sem vergonha nenhuma.

— Eu vou falar com César — comentei dois dias depois.

Eu podia ver o ciúmes de Romeo, não parecia ter ciúmes quando me mandou através de Viktor seduzir outros homens, mas César era outra história.

— Calma — falei, me aproximando e beijando a orelha dele. — Não vou fazer nada, apenas conversar e convencê-lo a vender, antes de acabar morrendo.

— Talvez ele mereça.

— Amor, posso fazer uma tentativa?

— Eu vou ficar de olho. Se você sair da linha, vamos ter que conversar.

Não tinha ideia do que Romeo queria dizer, mas podia adivinhar. Eu não era tão iludida assim; sabia onde estava me metendo. Romeo me queria porque eu era igual a ele, e era exatamente isso que ele queria — mas não hesitaria em me destruir se eu ousasse o trair.

— Posso tentar convencê-lo a vender mais rápido, sem ameaças e sem mais atentados. Já sabemos que ele anda falando com a polícia; logo pode chamar muita atenção.

— Eu sei que você consegue, mas não sou obrigado a gostar.

Mandei uma mensagem para César e pedi para falar com ele. Até achei que ele não queria mais olhar na minha cara, mas César aceitou o convite. Com tudo o que eu tinha para dizer, fui para a casa dele era o lugar mais seguro, e sabia que Romeo tinha olhos em mim a cada passo que eu desse.

Já não era a Julia que César tinha visto; agora eu chegaria à casa dele como a Julia de Romeo, a verdadeira.

Assim, entrei no condomínio e cheguei ao apartamento dele, César abriu a porta e, por um momento, me olhou chocado. Eu vestia um vestido curto, maquiada e com joias caras, além de um salto alto.

— Então você finalmente encontrou o que estava procurando? — A pergunta era retórica, carregada de cinismo.

— Eu agradeço o que você fez por mim. Não era mentira a minha situação quando você foi me ajudar. — Expliquei entrando no apartamento — Antes de Caio morrer a situação já estava uma loucura, tudo eu disse era verdade. Sabe, por um momento eu quis mesmo que desse certo entre nós

— Jamais aconteceria.

— Eu vim aqui porque não quero que você morra — Joguei a verdade na cara dele, com a esperança de que caisse na real.

— Você está me ameaçando?

— Eu não. Mas é o que vai acontecer se continuar no caminho de gente mais poderosa que você.

— Fale para o seu… sei lá como você chama isso… que vou pensar.

A fala dele não tinha muita firmeza. Pensar? Não tinha nada para pensar. Olhei em volta, com raiva — que homem teimoso. Mas eu tinha tentado, e agora não havia mais nada para fazer ali.

— Quer saber? Você tem razão. Não é problema meu. Faça o que quiser, eu sei o caminho da rua.

Não esperei César falar e saí do apartamento, batendo a porta. Havia uma forma eficaz de fazê-lo vender. Eu não entendia por que Romeo também fazia tanta questão — ainda mais agora, que o lugar não valia nada.

— Amor, preciso de uma equipe — liguei para Romeo, saindo do prédio de César.

Eu tinha uma ideia infalível. Acessei no celular para ver se ainda tinha acesso ao aparelho clonado de César e, para minha surpresa, ainda tinha. Mandei uma mensagem para Camila, que respondeu de imediato. A ideia era simples, nada como um susto para fazer uma pessoa mudar de ideia.

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