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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 255

"César"

— Às vezes, só precisamos de um nome para saber quem procurar — o detetive falou.

Em menos de duas semanas, José Siqueira, um detetive da narcóticos, responsável por recerber as informações sobre Viktor e Júlia já havia descoberto o suficiente para saber que o negócio era pior do que imaginávamos.

— Já estamos atrás de algumas coisas, mas seguir o Viktor revelou algo bem mais interessante. Basicamente, estamos falando de tráfico de drogas e armas, drogas pesadas, em várias partes do mundo. O cara anda por aí sem medo. Claro, ninguém pensaria em investigar ele: entrou aqui apenas como empresário. Mas bastou acompanhar seus passos para tudo ficar claro. Ele fez várias reuniões com traficantes locais, frequentou baladas e puteiros, do alto luxo ao mais decadente. Está criando conexões… mas no fim Viktor é apenas um soldado.

— Um soldado? — perguntei, incrédulo. Eu realmente achava que ele era alguém importante.

— Não. O chefe é outra pessoa.

Ele virou o computador na minha direção. A imagem me deixou tonto.

— Esse é Romeo Bianchi, o suposto chefão de tudo. Pegar esse cara vai ser quase impossível. Tudo que temos, por enquanto, são suposições. E essa aqui é a noiva dele. Nosso infiltrado descobriu que ele nem faz questão de se esconder, anda por ai a luz do dia.

Júlia.

Júlia sorrindo para Romeo. Os dois abraçados, íntimos. Vestida de um jeito que eu nunca tinha visto. A cada segundo, eu percebia que ela era pior do que eu imaginava. Eu nem sabia mais quem era aquela mulher.

— Quando vão prendê-los?

— Isso vai demorar. Ainda temos muita investigação pela frente. E, sendo sincero, talvez Romeo nunca seja pego. Parece que você conhece a noiva, não é? Preciso que fique de bico calado. Qualquer deslize, e eles somem.

— Eles querem a Lush — falei, sem pensar.

Mas fazia sentido. Viktor sondando lugar, a proposta indecente para Camila. A pergunta inesperada de Júlia sobre a venda.

Eu não aceitaria nada fácil… então talvez quisessem tomar.

— Faz sentido — o detetive concordou. — É um ótimo lugar para usar como fachada.

Dormi mal, com a sensação de que tudo estava fora do lugar. Logo cedo, me arrumei para ir trabalhar, com aquela inquietação grudada no peito.

A imagem de Júlia com o noivo, Romeo, não saía da minha mente. Na última vez em que esteve na minha casa, ela agia como uma boa pessoa, se esforçava para criar uma conexão…

Como aquela mulher podia ser a mesma da foto?

À noite seria a última apresentação da Camila. Fabrício soltava comentários aqui e ali, dizendo que ela vinha treinando sem parar. Camila adorava se apresentar, e podia imaginar que ela queria fazer algo memorável. Aquilo não me tranquilizava. Pelo contrário.

Era mais uma festa temática, mas, dessa vez, eu não a tratei como “mais uma”. Redobrei a segurança, aumentei a vigilância, revisei cada detalhe. Ainda assim, a sensação de que algo podia sair do controle não me deixava. Saber que Viktor era apenas um soldado e com quem Júlia estava metida me deixava apreensivo.

Trabalhei o dia todo concentrado, tentando conter a ansiedade de rever Camila. Não nos falávamos desde o dia em que fui à casa dela. O silêncio entre nós era incômodo demais. Eu sentia saudade.

E, mesmo que fosse só por alguns segundos, a ideia de vê-la de novo já era suficiente para bagunçar tudo dentro de mim, mais do que deveria.

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