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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 242

"Júlia"

César tinha sumido. Eu esperava uma atitude diferente, mas no fim, todos os homens eram previsíveis.

A humilhação de ser chamada de "Camila" ainda queimava. No fundo, eu esperava que, sob o efeito da droga, ele finalmente se declarasse para mim. Em vez disso, recebi os beijos dele, o desejo dele, mas acompanhados do nome dela. César tirou a minha roupa pensando nela, só de lembrar sentia vergonha e raiva.

César capotara antes de concluirmos o ato. Se tivéssemos transado de verdade, haveria uma chance real de engravidar e tornar a mentira uma verdade. Agora, eu teria que sustentar o teatro apenas com palavras. Teria que esperar mais um mês para encenar os primeiros "sintomas" e suportar a distância que ele impôs. Bufei frustrada enquando me maquiava em frente o espelho.

— Onde você vai assim, toda arrumada? — minha mãe perguntou, me medindo de cima a baixo.

— Ver um ponto comercial no centro. Saber valores do aluguel e quando preciso para abrir um pequeno negócio.

— Com que dinheiro? — Ela adorava jogar na minha cara que eu não tinha nada. Se eu pudesse, estaria a quilômetros daquela casa, mas precisava manter as aparências.

— O César disse que me ajuda nesse inicio.

— Você não tem vergonha na cara? Vai continuar extorquindo o coitado até quando, fazendo essa pose de boa moça?

— Não estou extorquindo ninguém. Ele está me ajudando de boa vontade — respondi, ríspida.

Ela riu. Minha mãe não escondia o quanto me desprezava, mas já estava apegada ao Adam. Ter alguém para cuidar dele enquanto eu resolvia meus "problemas" era a única vantagem de viver sob o teto dela. Terminei de me arrumar, beijei meu filho e saí.

A verdade era que eu tinha um encontro marcado com Viktor. Ele exigira falar comigo e eu não podia simplesmente ignorá-lo. Já havia pago a primeira parcela da dívida no dia em que droguei o César; aproveitei o apagão dele para usar seu celular, desbloqueando-o com a biometria facial para acessar suas contas. César era milionário; nem notaria a transação camuflada entre tantas outras. Também desviei uma quantia para uma conta secreta minha.

Passar por toda aquela humilhação de graça não fazia o meu estilo.

Viktor marcou em um shopping perto da casa da minha mãe, um lembrete silencioso de que ele sabia exatamente onde eu me escondia.

— O que você quer? — perguntei assim que o vi.

— Querida, você não está em posição de fazer perguntas. Vamos comer e você vai colocar um belo sorriso no rosto — o tom dele me deixou em alerta máximo.

Caminhamos até um restaurante e escolhemos uma mesa discreta no fundo. Viktor antes de falar pediu vinho e a comida, não me dando margem para escolher nada.

— É assim que se fala — ele brindou com sua taça de vinho.

Viktor me mostrou o plano. Ele queria que eu fosse a uma casa de acompanhantes de luxo, frequentada por homens mais velhos e influentes. O alvo não era dinheiro; Viktor queria informações de um celular específico.

— Você pode conseguir outra pessoa. Uma mulher mais jovem faria o trabalho do mesmo jeito.

— Nós dois sabemos que você é perfeita para isso. Nenhuma novata chega aos seus pés.

Respirei fundo, sentindo o cerco se fechar. Eu teria que obedecer.

Voltei para casa com a cabeça fervilhando. Precisava acelerar meu plano; não tinha outra opção. Um casamento com César me garantiria estabilidade e segurança. Um filho provavelmente me garantiria o perdão por tudo, caso essas coisas viessem à tona. Eu diria que Caio me obrigou — o que, de certa forma, era verdade.

Precisava me livrar de Viktor, tinha que pensar em alguma coisa. Ele era um criminoso; talvez adiantasse chamar a polícia, sabia que ele sempre se livrava de tudo, mas aqui era outro pais, talvez fosse diferente.

Eu precisava pensar, achar um saida, qualquer uma para me livrar disso.

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