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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 163

"Augusto"

— Diana quer fazer um jantar na casa do Ícaro para comemorar o noivado. Agora que ela está melhor, quer comemorar do jeito certo, uma coisa pequena só com a família. Pensei em levar minha tia e a Camila também. O que você acha?

Isabella tinha se acalmado um pouco depois que soubemos da visita do meu pai à Diana. Agora, o rompimento entre os dois era definitivo. Eu só queria ter certeza de que Oliver tinha desistido mesmo e não ousaria tentar nada, nem se aproximar dela.

— Acho ótimo, só não sei se a sua prima vai querer ir depois de o César fez, pensei que ela queria distância de todos nós, além dissso tem a sua irmã — Nunca tinha comentado para Isabella que até tinha tentado encontrar César, mas ele realmente não queria ser encontrado e não tirava a razão de Camila de se manter afastada.

— Você tem um pouco de razão, mas vou perguntar mesmo assim e a Karen não quer me ver nem pintada de ouro. E olha que ela gosta de ouro, minha tia pediu que eu não aparecesse por enquanto. Isso depois de me dar um sermão de meia hora. Aparentemente, a Karen conseguiu convencê-la de que eu tive culpa na prisão dela, eu sei que eu tenho, mas a minha tinha não precisava saber. A Camila me atualiza de vez em quando, sobre como anda a situação. Disse que a Karen está tão insuportável que arrumou um emprego só para não ter que ouvir as lamentações o dia inteiro. Mesmo assim, continuo garantindo que não falte nada para o meu sobrinho, já que ela não sai de casa e não tem um centavo.

— Acha que agora ela toma jeito?

— Sinceramente? Não sei. No momento, a única coisa que ela sabe fazer é se fazer de vítima, mas não aprendeu nada — Isabella deu de ombros e foi até a geladeira, pegando um iogurte.

O susto da visita do Oliver tinha passado, embora aquela situação ainda me incomodasse. Mais estranho ainda era o fato de ela nunca ter explicado direito por que estava no andar do meu pai naquele dia, já tinha perguntado mais de uma vez, e ali queria perguntar de novo mas em segurei.

— Marquei um jantar com aquele cara que ficou no lugar do César… esqueci o nome dele — Isabella disse de repente, mudando de assunto. — Conversamos quando fui falar com a Karina. Enfim, chamei ele para vir aqui na próxima sexta, com a esposa e os filhos.

— Eu nem conheço ele direito…

— Ótima desculpa para conhecer melhor — ela respondeu, como se fosse óbvio. — Além disso, ele tem uma amante na empresa. Uma estagiária do financeiro, bem jovem.

— E qual é a relevância disso?

Eu já imaginava a resposta. Nos últimos dias, Isabella parecia obcecada em definir qual seria o caminho do meu sucesso. O problema é que ela queria aplicar as mesmas estratégias que usou com a irmã e com o ex-marido.

— É relevante porque ele é próximo do conselho — explicou. — Inclusive, foi indicação deles para ocupar o cargo do César. É uma pessoa influente. Você precisa se aproximar, mostrar que é bom ele ficar do seu lado.

Fiquei em silêncio por alguns segundos e respirei fundo.

— Isabella, eu não vou fazer isso.

— Por quê?

— Porque não é assim que eu trabalho, minha atuação é baseada em profissionalismo e confiança.

— Era assim que você disputava espaço com a Diana, de forma profissional e ética ? — A pergunta era carregada de ironia.

— Eu nunca chantageei ninguém com informações pessoais — respondi, já irritado. — E acho que nem a Diana fez isso. Eu não sou meu pai. Entendo tudo o que você fez, já conversamos sobre isso, mas chega. Não vou usar nada disso.

— Tá bom, parei — ela disse, erguendo as mãos. — Então o que você faria? Porque você faria alguma coisa, não faria? Qual é a sua estratégia?

— Já ia me esquecendo. O John pediu para usarmos isso a partir de agora e não tirar — disse, retirando dois colares de dentro da caixa. Eram de ouro, um com pingente de coração, outro retangular, um modelo mais masculino.

— O que é isso? Que bonitinho… mas para quê?

— São rastreadores. Os dois têm. Ele vai mandar um para a Diana também. Caso aconteça alguma coisa ou a gente perca o celular, esses pingentes garantem nossa localização. A tecnologia é bem precisa.

Isabella pegou o colar com o pingente de coração, mas ficou pensativa.

— Que tipo de perigo ele acha que corremos para precisar de um rastreador?

— Calma. Ele disse que é procedimento padrão agora. As empresas de segurança estão usando isso — tentei tranquilizá-la, embora ela me olhasse desconfiada. Não falei que eu mesmo tinha pesquisado a melhor tecnologia e mandado fazer os colares personalizados.

Coloquei o colar no pescoço de Isabella, que o escondeu por dentro da blusa. Era melhor mantê-lo discreto no dia a dia. Ela me ajudou a colocar o meu, se, questionar mais nada e seguimos para o trabalho.

Isabella se sentou em seu posto. Eu mal tinha me acomodado para começar as tarefas do dia quando uma mensagem chegou.

Selena.

Ela estava na cidade e queria me ver com urgência. Selena, irmã de Enzo. Tantos meses sem notícias… e agora isso. Quis acreditar que fosse apenas algum assunto trivial, mas mesmo assim marquei de encontrá-la em um café.

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