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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 266

A noite já tinha caído quando Valentina chegou à mansão Montenegro.

O dia tinha sido longo.

Cansativo.

Mas, pela primeira vez em muito tempo…

não era o trabalho que pesava.

Ela entrou pela porta principal, tirando o salto com cuidado enquanto caminhava pelo hall.

— Senhora.

Maria apareceu com o sorriso acolhedor de sempre.

Valentina levantou o olhar.

— O senhor pediu que a senhora fosse para o jardim.

Valentina franziu levemente a testa.

— Agora?

Maria assentiu.

— Ele está esperando.

Um pequeno sorriso escapou.

Valentina respirou fundo.

E seguiu.

O jardim estava iluminado de forma diferente.

Velas espalhadas pelo caminho desenhavam uma trilha de luz até o centro do espaço.

O vento leve fazia as chamas tremularem, criando sombras delicadas ao redor.

Valentina diminuiu o passo.

O coração… também.

E então ela viu.

Rafael.

De pé.

Esperando.

Com um buquê de flores nas mãos.

E uma mesa posta logo atrás dele, cercada por velas, cuidadosamente preparada.

Valentina sorriu.

Sem perceber.

Aberto.

Real.

Caminhou até ele.

— Oi, namorada.

A voz dele saiu baixa.

Quase suave.

Ela parou diante dele.

— Oi, namorado.

O beijo veio natural.

Calmo.

Carinhoso.

Como se aquele momento não precisasse de pressa.

Rafael entregou o buquê.

Valentina levou as flores ao rosto.

Inspirou.

E sorriu.

— São lindas… obrigada.

Ele levantou a mão.

Com cuidado.

Afastou uma mecha do cabelo dela, prendendo atrás da orelha.

O olhar dele demorou um segundo a mais.

— Não mais que você.

Valentina sentiu o corpo reagir.

Um calor leve.

Um daqueles que não vinha só do toque.

— Você está se esforçando nessa coisa de namorado…

ela provocou, sorrindo.

— Acho que vou ter que correr atrás do meu prejuízo.

Rafael sorriu.

E a puxou levemente pela cintura.

— Você já fez muito.

O olhar dele encontrou o dela.

— Eu é que estou correndo atrás.

Valentina sustentou o olhar.

— Eu te amo, Rafael.

O sorriso dele veio.

Aberto.

Sem defesa.

E ele a beijou.

Dessa vez com mais intensidade.

— Eu te amo, Valentina.

O beijo aprofundou.

Os corpos se aproximaram.

O mundo… ficou menor.

Eles só se separaram quando o ar faltou.

As testas encostadas. Respiração misturada.

Olhos ainda fechados por um instante.

Valentina soltou um suspiro leve.

Quando abriu os olhos… viu o brilho nos dele.

Algo que ela nunca tinha visto antes.

Ou talvez… nunca tivesse permitido enxergar.

— Vamos jantar — ele disse, baixo. — Pedi para fazer o seu prato favorito.

Ela sorriu.

E deixou que ele a conduzisse.

A mesa estava impecável.

Valentina se aproximou.

E então viu o prato.

— Tournedos de filé mignon…

Ela olhou para ele, surpresa.

— Como você soube?

Rafael sorriu de lado.

— Dei uma explorada no seu feed.

Valentina arregalou levemente os olhos.

— Eu não acredito que você está explorando meu I*******m.

Ele puxou a cadeira para ela.

— Sou seu namorado.

Ela sentou, ainda sorrindo.

— Isso tem outro nome.

Levantou o queixo, provocando.

— Você está me stalkeando, senhor Montenegro?

Ele balançou a cabeça, divertido.

— Não.

Se inclinou um pouco mais.

— Estou estudando minha namorada.

Valentina riu.

Mas o riso veio acompanhado de algo mais.

— Você está gostando disso, não está?

Rafael apoiou a mão sobre a mesa.

Esperando.

Ela colocou a dela sobre a dele.

Natural.

Como se sempre tivesse sido assim.

— Estou.

Ele entrelaçou os dedos nos dela.

— Quanto mais descubro sobre você…

uma pausa

— mais eu fico encantado.

Valentina desviou o olhar por um segundo.

Não por vergonha. Mas porque a intensidade dele ainda a desarmava.

Passos suaves.

Maria surgiu, servindo o vinho.

E saiu.

O jantar seguiu tranquilo.

Conversas leves.

E isso tornava tudo mais intenso.

Cada toque demorava.

Cada gesto tinha peso.

Rafael inclinou o rosto, os lábios descendo devagar pelo pescoço dela, fazendo o corpo dela reagir em um arrepio que não tinha nada de sutil.

Ela segurou os ombros dele, como se precisasse de apoio… ou talvez como se não quisesse que ele parasse.

E ele não parou.

A proximidade aumentava.

A respiração se misturava.

O mundo lá fora simplesmente deixou de existir.

O tempo perdeu ritmo.

Se dissolveu entre carícias mais lentas… mais firmes… mais conscientes.

Como se cada segundo fosse escolhido.

E quando o silêncio finalmente voltou… não era vazio.

Valentina encostou a testa no peito dele, respirando ainda descompassada.

Os dedos dele continuavam deslizando pela pele dela, agora mais leves… como se não quisessem quebrar o que ainda vibrava entre os dois.

A água ainda escorria pelos dois quando o ritmo desacelerou.

Rafael encostou a testa na dela por um instante, os olhos ainda fechados, a respiração pesada se ajustando aos poucos.

Valentina deslizou a mão pelo rosto dele, afastando a água dos cílios.

— Vamos sair daqui… — ela murmurou, com a voz baixa, ainda envolvida pelo momento.

Ele assentiu.

Sem soltar ela de imediato.

Como se ainda quisesse mais alguns segundos ali.

Mais um.

E então outro.

Só depois disso, ele se afastou o suficiente para pegar a toalha.

Envolveu primeiro ela, com cuidado.

Devagar.

Como se aquele gesto fosse tão íntimo quanto todo o resto.

Valentina sorriu de leve.

Ele pegou outra toalha, secando o próprio corpo sem pressa, o olhar voltando para ela mais vezes do que o necessário.

Como se ainda estivesse preso naquele instante.

E talvez estivesse.

Saíram do banheiro juntos.

O quarto estava silencioso.

A luz baixa.

A cama já preparada.

O ar mais fresco contrastando com o calor que ainda permanecia na pele dos dois.

Valentina caminhou até a cama primeiro.

Os passos mais lentos.

O corpo ainda leve.

Rafael veio logo atrás.

A mão dele encontrou a dela no caminho.

Quando ela se deitou, ele não demorou.

Deitou ao lado dela.

Puxando-a para perto.

Como se aquilo fosse o único lugar onde ela deveria estar.

Valentina deitou, a cabeça sobre o peito dele.

O braço dele ao redor dela.

Os dedos desenhando caminhos distraídos na pele.

A respiração dos dois ainda lenta.

Calma.

— Eu gosto de quando você é assim…

ela murmurou.

— Assim como?

— Meu.

Rafael sorriu.

E beijou os cabelos dela.

— Eu sou seu.

Ela se aconchegou mais contra ele.

Como quem já sabia… que aquele era exatamente o seu lugar.

Os dedos dela se fecharam de leve na camisa dele, segurando.

E, dessa vez… sem nenhuma intenção de soltar.

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