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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 384

Em menos de quinze minutos, os dois casais estavam a caminho do mesmo hospital.

Arthur dirigindo no carro de Rafael e Valentina. Moreira à frente, em outro veículo, já coordenando tudo. Lucas com Bianca no banco traseiro do segundo carro, agarrado à mão dela com o tipo de devoção desesperada que faria qualquer pessoa mais cruel se divertir sem remorso.

No hospital, a cena ganhou contornos de opereta caótica.

Duas mulheres em trabalho de parto. Dois homens tentando parecer úteis. Uma equipe médica inteira lutando para manter o controle enquanto, em salas vizinhas, a vida decidia entrar no mundo em dobro.

Valentina, no meio de uma contração já séria, ainda conseguiu rir quando viu Lucas do outro lado do corredor, pálido de um jeito quase transparente, segurando uma garrafa de água, duas bolsas e o próprio colapso.

— Ele está pior do que o Rafael no Bernardo.

Rafael, que acabara de pedir pela terceira vez para confirmar se a dilatação dela estava dentro do esperado, lançou um olhar mortal na direção de Lucas.

— Isso é possível?

A médica respondeu sem levantar os olhos da prancheta:

— Sempre é.

Bianca, já sendo levada para o outro quarto, apontou para Valentina no meio da dor.

— Se você parir antes de mim, eu nunca vou te perdoar.

Valentina ofegou.

— Tenta me alcançar.

Rafael quase teve um troço.

— Vocês duas vão competir em trabalho de parto agora?

— Sim — Bianca gritou do corredor. — E eu vou ganhar.

Lucas fechou os olhos.

— Meu Deus, eu vou criar uma filha com essa mulher.

Rafael encarou o amigo.

— Você não vai sobreviver.

E então, por algumas horas, o mundo ficou reduzido ao que havia dentro daquelas salas.

Respiração. Dor. Mãos apertadas. Comandos curtos. Suor. Medo. Força.

Valentina era mais experiente agora, mas isso não tornava nada fácil. Apenas a deixava mais consciente de cada etapa, de cada onda, de cada momento em que o corpo parecia dizer chegamos até aqui e agora você vai ter que ir além.

Rafael não saiu de perto.

Segurou sua mão. Apoio suas costas. Recebeu ordens, insultos menores e um pedido formal de que, se ela sobrevivesse àquilo, ele nunca mais poderia usar a frase “fica calma” em qualquer contexto doméstico.

Do outro lado da parede, Bianca berrava o nome de Lucas com uma criatividade ofensiva que fez até uma enfermeira mais antiga prender o riso.

— Eu estou aqui! — ele respondia, desesperado.

— Eu sei, isso é parte do problema!

Valentina, no meio da própria contração, começou a rir e a chorar ao mesmo tempo.

— Eu amo ela.

Rafael beijou a testa dela.

— Eu sei. Agora foca.

— Eu odeio quando você está certo.

— Também sei.

Quando Gustavo nasceu, foi com um choro forte, cheio, indignado com o mundo em um volume que fez a médica sorrir antes mesmo de anunciá-lo.

— É um menino lindo.

Valentina chorou de exaustão e amor no mesmo instante.

Rafael, ao lado dela, ficou parado por um segundo igual ao nascimento de Bernardo — como se o mundo, mais uma vez, tivesse arrancado o chão debaixo dele e devolvido no lugar uma criatura minúscula que agora carregava o próprio coração em forma viva.

Quando colocaram Gustavo nos braços da mãe, ele parecia menor e maior do que tudo ao mesmo tempo.

— Oi, meu amor… — Valentina sussurrou, já completamente derrotada pela ternura.

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