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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 259

A primeira luz do amanhecer entrou silenciosa pelas janelas amplas da casa.

O mar ainda estava calmo, quase imóvel, refletindo tons suaves de rosa e dourado que começavam a surgir no horizonte.

Rafael abriu os olhos lentamente.

Por um segundo ele não se mexeu.

Apenas observou o teto de madeira clara enquanto sua mente despertava.

Então percebeu algo.

O lado da cama ao lado dele estava vazio.

Ele virou o rosto.

Os lençóis ainda estavam amassados, mas Valentina não estava ali.

Rafael se sentou devagar na cama, passando a mão pelos cabelos.

O som distante das ondas chegava até o quarto.

E um cheiro leve de café também.

Ele levantou.

Vestiu apenas uma bermuda e caminhou em direção à sala.

Quando chegou perto da cozinha aberta que dava para a varanda, parou.

Valentina estava ali.

De costas para ele.

Usando apenas a camisa branca dele, que caía até metade das coxas.

Os cabelos estavam presos de forma descuidada.

Ela cortava algumas frutas sobre a bancada enquanto o café passava lentamente na cafeteira.

O sol nascente iluminava o ambiente inteiro.

Por um momento Rafael apenas ficou ali.

Observando.

Ela parecia completamente à vontade naquele lugar.

Como se pertencesse ali.

Como se aquela vida simples fosse natural para ela.

Valentina virou levemente o rosto.

E percebeu a presença dele.

— Está me espionando?

Rafael encostou no batente da porta.

— Estou admirando.

Ela sorriu sem olhar diretamente para ele.

— Isso é muito suspeito.

— Eu não disse nada suspeito.

Ela pegou duas xícaras.

— Disse que estava me admirando.

Rafael caminhou até ela.

— E estou.

Valentina se virou.

Os olhos dela percorreram o peito dele por um segundo.

— Bom dia.

— Bom dia.

Ela entregou a xícara de café para ele.

— Espero que esteja com fome.

Ele olhou para a bancada.

Pães.

Frutas.

Queijo.

Suco.

— Você fez tudo isso?

— Não é grande coisa.

Ela deu de ombros.

— É só café da manhã.

Rafael deu um gole no café.

— A senhora Montenegro é prendada.

Valentina levantou uma sobrancelha.

— Você também não sabia que sabia assar carne ontem.

Ele sorriu.

— O tutorial ajudou.

Valentina riu.

— Milagre da internet.

Eles levaram as coisas para a mesa na varanda.

O mar estava calmo diante deles.

A brisa suave movia as folhas das palmeiras.

Por alguns minutos eles comeram em silêncio.

Um silêncio confortável.

Valentina apoiou os cotovelos na mesa.

— Eu poderia me acostumar com isso.

Rafael olhou para ela.

— Com o quê?

Ela fez um gesto amplo.

— Café da manhã olhando para o oceano.

— Ilha particular.

— Nenhum telefone tocando.

Ele inclinou a cabeça.

— Sem reuniões.

Ela assentiu.

— Sem casos extraordinários.

Rafael tomou outro gole de café.

— Parece perigoso.

Valentina riu.

— Muito.

Tentador, na realidade.

Algum tempo depois, eles estavam na praia.

O sol já estava alto no céu.

Valentina estava deitada na areia sobre uma toalha, usando óculos escuros.

Rafael voltou da casa segurando um frasco.

— Protetor solar.

— Eu percebi.

— Isso não te preocupa?

Ele olhou ao redor.

— Nem um pouco.

Ela o beijou novamente.

A água se movia lentamente ao redor dos dois enquanto o tempo parecia desaparecer mais uma vez.

Mais tarde, Valentina estava deitada na areia com a cabeça apoiada no peito de Rafael.

O som das ondas era constante.

O vento suave.

Ela estava quase dormindo.

Rafael passava os dedos pelos cabelos dela distraidamente.

Valentina murmurou sem abrir os olhos:

— Eu queria que o tempo parasse aqui.

Rafael olhou para o horizonte.

— Talvez a gente possa voltar.

Ela abriu um olho.

— Promessa?

— Promessa.

O sol começou a desaparecer no horizonte.

Quando voltaram para a casa, Valentina percebeu algo diferente.

Uma mesa estava montada na areia.

Velas.

Duas taças.

Uma garrafa de vinho.

Ela parou.

— Rafael…

Ele deu de ombros.

— Eu disse que o sequestro ainda não tinha acabado.

Valentina riu.

— Você planejou tudo isso.

— Eu tive ajuda da internet.

Ela caminhou até a mesa.

O céu estava completamente iluminado por tons de laranja e rosa.

As velas tremiam suavemente com o vento.

Valentina sentou.

— Senhor Montenegro…

— Sim?

— Esse é definitivamente o melhor sequestro da minha vida.

Rafael sentou diante dela.

— Ainda temos uma noite inteira.

A lua começava a subir novamente no céu.

E o mar continuava sussurrando ao redor deles.

Como se aquela ilha tivesse decidido guardar aquele momento apenas para os dois.

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