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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 196

Ela apenas assentiu.

— Ele não acordou ainda.

Moreira olhou para Rafael por um segundo mais longo do que o habitual. O olhar técnico. Observador. Mas havia algo ali… preocupação contida.

— O senhor saiu da empresa imediatamente após receber a ligação do segurança. — disse com calma. — Dirigiu sob chuva intensa e não trocou de roupa ao chegar.

Valentina ficou em silêncio.

— Ele permaneceu ao lado da senhora durante toda a noite. — continuou Moreira, sem emoção na voz, apenas fatos. — Recusou-se a sair do quarto mesmo após a avaliação médica.

O aperto no peito dela aumentou.

— Ele… não dormiu? — perguntou, baixo.

— Dormiu apenas quando o dia já amanhecia. — respondeu Moreira.

Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, a porta se abriu novamente e o Dr. Pedro entrou, já abrindo a maleta com rapidez profissional.

— Como ele está?

— Febre alta. Delírios. — respondeu Valentina, sem rodeios.

O médico se aproximou da cama, verificando pulso, temperatura, pupilas.

Rafael se mexeu levemente sob o toque clínico.

— Exposição prolongada à chuva, exaustão física e estresse elevado. — murmurou o médico após alguns minutos. — O corpo cobrou a conta.

Ele preparou a medicação com movimentos precisos.

— Precisará de antitérmico, hidratação e repouso absoluto. Nada de trabalho por pelo menos vinte e quatro horas.

Valentina quase soltou um riso irônico.

Rafael Montenegro.

Repouso absoluto.

Mas não disse nada.

Apenas observou enquanto o médico aplicava a medicação.

— Ele vai acordar? — perguntou ela.

— Sim. — respondeu o médico. — A febre deve começar a ceder nas próximas horas. Mas ainda pode haver confusão mental e delírios leves.

O olhar de Valentina desviou involuntariamente para o rosto dele.

O médico fechou a maleta.

— Ambiente aquecido. Líquidos. Alimentação leve quando acordar. E supervisão constante.

— Obrigada, doutor.

Moreira acompanhou o médico até a porta, deixando o quarto novamente mergulhado em silêncio.

A bandeja de almoço foi trazida pouco depois.

Sopa quente. Chá. Alimentos leves.

Valentina comeu pouco.

Quase nada.

Sentada na poltrona ao lado da cama, o olhar voltando para ele repetidamente, como se precisasse confirmar que ele ainda estava ali.

Que estava respirando.

Que estava… bem.

O telefone corporativo de Rafael tocou.

Uma vez.

Duas.

Cinco.

Dez.

Ela olhou para o aparelho sobre a mesa lateral.

O nome de diretores, conselheiros, assistentes executivos surgia na tela.

Insistentes.

Urgentes.

Corporativos.

Ela pegou o telefone.

E, com um movimento simples e silencioso, colocou no modo silencioso.

Virou a tela para baixo.

Hoje não.

Hoje ele não é o presidente da Montenegro.

Hoje… ele é só um homem com febre.

As horas passaram devagar.

O calor do quarto estabilizou. A respiração dele ficou menos pesada. A febre começou a ceder lentamente, mas o sono continuava inquieto.

E então…

Ele se mexeu novamente.

Mais forte dessa vez.

A testa contraiu.

O maxilar tensionou.

— …não… — murmurou, mais audível.

Valentina imediatamente se inclinou levemente na direção dele.

— Rafael…

Ele não abriu os olhos.

Apenas respirou fundo, como se estivesse lutando contra algo dentro da própria mente.

— Sara… não… — a voz saiu quebrada. Dolorida. Quase implorando.

O estômago dela apertou.

De novo.

O mesmo nome.

O mesmo tom.

Não era casual.

Não era aleatório.

Era… emocional demais para ser apenas delírio sem significado.

Ela permaneceu em silêncio.

Imóvel.

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