Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 195

Valentina franziu levemente a testa ainda de olhos fechados, a consciência retornando aos poucos como quem emerge de águas profundas. O corpo estava pesado. Dolorido. Cada músculo parecia reclamar em silêncio.

Mas não era isso que a incomodava.

Era o calor ao redor dela.

Quente demais.

Abafado demais.

Como se o ar estivesse carregado.

Ela respirou fundo, devagar, sentindo a garganta levemente seca, o corpo ainda envolto em um cansaço profundo que não era apenas físico.

Memórias fragmentadas passaram pela mente.

A respiração falhou por um segundo.

Os olhos se abriram lentamente.

O quarto estava silencioso. Iluminado por uma luz suave que entrava pelas cortinas pesadas. O som distante da chuva ainda persistia contra os vidros altos da mansão.

Ela permaneceu imóvel por alguns segundos.

Tentando organizar a própria mente.

Então percebeu.

O calor não vinha dela.

Valentina virou levemente a cabeça sobre o travesseiro.

E o viu.

Rafael estava deitado ao lado dela.

Ainda com a testa franzida.

A respiração mais pesada do que o normal.

O rosto levemente corado — algo raro demais para um homem que parecia sempre esculpido em controle e frieza.

O peito dele subia e descia em um ritmo irregular.

E uma fina camada de suor frio cobria a testa.

O coração dela apertou sem aviso.

— Rafael… — a voz saiu baixa, rouca.

Nenhuma resposta.

Ela tentou se mover.

Uma dor atravessou o corpo inteiro, lembrando que havia caminhado sob a chuva, chorado até a exaustão, desmaiado.

Mas ignorou.

Sentou-se devagar na cama.

O quarto girou levemente por um segundo, mas ela apoiou a mão no colchão, respirando fundo até a tontura diminuir.

Voltou o olhar para ele.

E então estendeu a mão.

Hesitou por meio segundo.

E tocou a testa dele.

O contato foi imediato.

Quente.

Quente demais.

A mão dela congelou.

— Meu Deus…

A febre estava alta.

Muito alta.

Ela se inclinou um pouco mais, agora observando com atenção clínica, como alguém acostumado a analisar situações sob pressão.

A respiração dele estava mais pesada.

A mandíbula levemente tensa.

A testa franzida como se estivesse lutando contra algo invisível mesmo dormindo.

— Rafael… — chamou novamente, desta vez tocando levemente o ombro dele.

Nenhuma reação.

Apenas um leve movimento do rosto.

Como se estivesse preso em um sonho.

Ou pior.

Em um pesadelo.

Valentina apertou os lábios.

Ele ficou na chuva.

A lembrança veio como um golpe silencioso.

Um peso estranho se instalou no peito dela.

Culpa.

Ela deslizou para fora da cama com esforço, os pés tocando o chão frio enquanto o corpo ainda protestava, mas ignorou a dor.

Caminhou até a porta.

— Moreira. — a voz saiu baixa, mas firme o suficiente para atravessar o corredor quando ela a abriu.

Não demorou.

Passos rápidos. Controlados.

A porta se abriu e Moreira surgiu, postura impecável, mas o olhar imediatamente atento ao estado dela.

— Senhora Montenegro.

— Ele está com febre. Alta. — disse sem rodeios.

Moreira não demonstrou surpresa exagerada. Apenas um leve endurecimento do olhar.

— O médico já está de sobreaviso desde ontem, senhora. Chamarei imediatamente.

Ele se virou sem fazer mais perguntas.

Como se já tivesse previsto aquela possibilidade.

Valentina fechou a porta devagar.

E voltou até a cama.

CAPÍTULO 195 — O CALOR E O NOME 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário