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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 188

A casa estava silenciosa demais para uma mansão daquele tamanho.

Valentina percebeu isso antes mesmo de ouvir a porta principal se abrir.

Era noite.

O céu estava escuro além das janelas amplas da sala. As luzes internas criavam reflexos dourados no mármore. A casa parecia… maior. Vazia de um jeito diferente.

Ela estava sentada no sofá, com um livro aberto que não estava lendo de verdade. Pensava.

Pensava no chá.

Pensava em Bianca.

Pensava na palavra que tinha ficado suspensa no ar.

Amor.

A fechadura girou.

Valentina levantou o olhar automaticamente.

Rafael entrou.

Sem pressa. Sem telefone no ouvido. Sem aquela energia de guerra que ele carregava normalmente ao voltar da empresa.

Ele a viu antes mesmo de tirar o paletó.

E algo no olhar dele mudou.

— Achei que chegaria tarde. — ela comentou, levantando-se devagar.

— Eu também. — ele respondeu, tirando o relógio do pulso. — Resolvi encerrar antes.

Valentina arqueou uma sobrancelha leve.

— Encerrar… ou sair?

Um canto da boca dele se ergueu.

— Sair.

Ele se aproximou. Não apressado. Não teatral. Apenas direto.

— Você jantou?

— Esperei.

Ele não comentou o gesto. Mas os olhos escureceram de um jeito quase imperceptível.

Foram para a sala de jantar.

Nada formal demais. Nada pesado. Apenas os dois.

A mesa parecia menor agora. Íntima.

Rafael serviu o vinho. Ela o observou. Pequenos detalhes. O modo como ele segurava a garrafa. O jeito como a atenção dele nunca parecia completamente fora dela.

— Foi um dia longo? — ela perguntou.

— Foi produtivo. — respondeu. — Mas eu preferia estar aqui.

Valentina levantou os olhos.

Ele não desviou.

Não era uma frase ensaiada. Não tinha peso dramático.

Era simples.

E talvez por isso… mexeu mais.

O jantar seguiu tranquilo. Conversas pequenas. Silêncios confortáveis.

Em algum momento, Valentina percebeu que ele estava mais atento do que o normal. Não distante. Não fechado.

Presente.

Depois do jantar, ele não subiu direto para o escritório.

Sentou-se ao lado dela no sofá.

A mão dele tocou a dela primeiro.

Leve.

Como se pedisse permissão.

Ela não recuou.

O polegar dele começou a desenhar linhas invisíveis na pele dela. Lento. Concentrado. Quase distraído.

— Você está melhor? — ele perguntou.

— Estou.

Ele inclinou o rosto levemente.

— Tem certeza?

Valentina respirou fundo.

— Tenho.

Silêncio.

Mas um silêncio diferente daquele da guerra.

Um silêncio de dois corpos aprendendo a não se afastar.

Ela o observou por alguns segundos.

— Você mudou sua rotina hoje.

Rafael a encarou.

— Talvez.

— Talvez?

— Eu posso ajustar minha agenda quando quiser.

Ela sorriu de lado.

— Para jantar comigo?

— Para jantar com minha esposa. — ele corrigiu.

O coração dela falhou uma batida.

Esposa.

Não contrato.

Não acordo.

Esposa.

Ele se inclinou e a beijou.

Sem urgência.

Sem possessividade agressiva.

Foi um beijo profundo. Calmo. Como quem marca território sem precisar lutar por ele.

As mãos dele deslizaram pelas costas dela. Subiram pelos ombros. Desceram devagar.

Nada apressado.

Nada bruto.

Rafael nunca foi homem de gestos descuidados.

Quando a levou para o quarto, não foi impulso.

Foi decisão.

As roupas não caíram por impulso.

Caíram porque os dedos dele foram pacientes.

Rafael não tinha pressa. Nunca teve.

A mão dele deslizou pela curva da cintura dela, subindo devagar, sentindo a pele aquecer sob o toque. Valentina arqueou levemente as costas quando os lábios dele desceram pelo pescoço, demorando ali, marcando território sem violência.

Ele a virou contra a parede por um instante.

Não para dominar.

Mas para sentir.

As mãos dele percorreram as pernas dela, firmes, seguras, subindo até encontrar o calor que já o esperava. O suspiro dela foi involuntário — baixo, rendido.

— Rafael… — o nome saiu diferente.

Ele ergueu o olhar para ela.

Aquele olhar que não pede.

Aquele que decide.

A boca dele voltou para a dela, mais intensa agora. Mais profunda.

Os corpos se encaixaram como se já soubessem exatamente onde pressionar, onde apertar, onde segurar.

Quando a levou para a cama, não foi com urgência descontrolada.

Foi com intenção.

As mãos dele exploraram cada centímetro dela como quem confirma algo que já é seu — mas quer sentir de novo. E de novo. E de novo.

Ela não foi conduzida.

Ela se entregou.

As pernas dela se fecharam ao redor dele, puxando-o mais perto. O ar ficou pesado, carregado de respirações curtas, pele contra pele, calor subindo como incêndio lento.

Não havia brutalidade.

Mas havia fome.

E quando finalmente se moveram juntos, não foi um choque.

Foi ritmo.

Foi posse mútua.

Foi um encontro que já vinha sendo construído há semanas de tensão.

Valentina segurou os ombros dele, sentindo o controle dele vacilar por um segundo — só um — quando ela sussurrou o nome dele perto demais do ouvido.

Aquilo fez Rafael perder a calma por frações perigosas.

E ele a segurou mais forte.

Para marcar.

Para garantir.

Quando o clímax veio, não foi escandaloso.

Foi profundo.

Silencioso.

Intenso demais para palavras.

E depois… ele não se afastou.

CAPÍTULO 188 — ENTRE O SILÊNCIO E O NOME 1

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