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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 156

Valentina acordou com a sensação estranha de espaço demais.

Virou o rosto devagar, ainda envolta pelo lençol, esperando encontrar o corpo ao lado — o peso quente, a presença silenciosa. Não havia nada.

O travesseiro estava intacto.

Ela ficou alguns segundos ali, olhando para o lado vazio da cama, sem pressa para reagir. Não houve sobressalto. Nem indignação. Apenas aquele incômodo mudo que se instala quando algo não acontece como deveria.

Rafael não estava ali.

Valentina respirou fundo uma vez só.

— Claro… — murmurou para si mesma, sem ironia suficiente para virar piada.

Levantou-se. Tomou banho. Vestiu algo simples, confortável. Prendeu o cabelo de maneira prática. Estava funcional — e isso dizia muito sobre o estado de espírito.

Quando saiu do quarto, foi só então que percebeu.

Rafael estava na sala.

Deitado no sofá, atravessado de leve, como quem não se acomodou de verdade. Um cobertor fino cobria parte do corpo. O rosto estava relaxado. O sono, profundo.

Ela parou no meio do caminho.

Por um instante curto, pensou que ele tivesse passado a noite fora. Que tivesse dormido em outro canto da casa. Ou decidido se ausentar.

Mas não.

Ele estava ali.

A poucos metros dela.

Valentina sentiu a frustração subir — não como raiva, mas como aquele cansaço que não encontra lugar para se apoiar. Cruzou os braços, observando-o em silêncio.

— Idiota… — murmurou, mais para si do que para ele.

Aproximou-se devagar. Puxou o cobertor com cuidado, ajustando-o melhor sobre o peito dele. Um gesto automático. Íntimo demais para ser pensado.

Suspirou.

— Eu sou burra por fazer isso… — disse baixo, quase um desabafo. — Mas você não tem culpa por ter pais tão idiotas.

Ficou ali mais um segundo. Depois se afastou.

O que Valentina não sabia era que Rafael estava acordado havia alguns minutos. O corpo imóvel. A respiração controlada.

Ele ouviu tudo.

Não abriu os olhos. Não se moveu. Não tentou impedir que ela fosse embora.

Mas aquelas palavras ficaram.

Pesadas demais para serem ignoradas.

Valentina seguiu pelo corredor em direção à área onde o café da manhã já era servido. Precisava se despedir de Akemi e Hana.

Rafael permaneceu no sofá quando o silêncio voltou a se espalhar pela sala.

— Você acordou cedo. — Hana comentou assim que Valentina chegou.

— Vamos embora hoje. — Valentina respondeu. — Achei melhor me despedir direito.

Akemi sorriu de leve. — Gosto de pessoas que sabem fechar ciclos.

Sentaram-se juntas à mesa. Não era café formal. Nem despedida solene. Era simples. Chá quente. Frutas cortadas. Silêncio confortável.

— Você vai fazer falta por aqui. — Hana disse, sem rodeios. — A casa ficou diferente com você.

Valentina sorriu, sincera. — Eu me senti bem aqui. Obrigada. Pelas conversas, pelas risadas.

Akemi estendeu a mão e segurou a dela. — Você nunca foi provisória aqui. — disse. — Independentemente de contratos.

Aquilo ficou.

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