Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 154

O salão não se esvaziou depois dos aplausos.

Ele apenas mudou de forma.

O contrato assinado permanecia sobre a mesa principal, agora protegido como uma relíquia moderna, enquanto o ambiente se transformava num fluxo contínuo de cumprimentos, apresentações e conversas cuidadosamente calculadas. Taças circulavam. Risos surgiam no tempo certo. Cartões de visita trocavam de mãos como pequenas promessas.

Rafael era constantemente interceptado.

— Senhor Montenegro. — disse um empresário japonês mais velho, curvando levemente a cabeça. — Uma negociação limpa. Direta. Muito respeitável.

— Agradeço. — Rafael respondeu no mesmo tom, firme e contido. — Parcerias duradouras se constroem assim.

Outro grupo se aproximou. Um investidor coreano. Um representante europeu. Um executivo do setor de logística asiático. Rafael transitava entre eles com naturalidade quase fria — atento, educado, estratégico. O homem público em pleno funcionamento.

Valentina permanecia ao lado dele, sem se impor, sem desaparecer.

E isso chamava atenção.

Uma mulher japonesa, elegante, aproximou-se com o marido. O vestido era discreto, mas impecável. O olhar curioso, inteligente.

— Senhora Montenegro. — ela disse, em inglês suave. — Sou Aiko Tanaka. É um prazer conhecê-la.

— O prazer é meu. — Valentina respondeu, sorrindo com genuína cordialidade. — A organização do evento está impecável.

Aiko sorriu, satisfeita. — O senhor Yamamoto é muito exigente. Mas hoje… — ela fez um gesto leve com a mão — foi especial.

— Foi, sim. — Valentina concordou. — A sensação de algo bem construído costuma ser silenciosa. Mas permanece.

O marido de Aiko observava com atenção discreta. — A senhora parece confortável nesse ambiente. — comentou. — Não é comum.

Valentina inclinou levemente a cabeça.

— Ambientes mudam. Pessoas também. O importante é perceber o que está sendo dito… e o que não está.

Aiko riu baixo, claramente interessada.

— Gosto disso. — disse. — Muitos aqui falam como se estivessem competindo por espaço.

— Talvez porque nem todos saibam sustentar presença sem disputar atenção. — Valentina respondeu, tranquila.

A conversa fluiu por alguns minutos. Nada superficial. Nada invasivo. Quando se despediram, Aiko tocou levemente o braço de Valentina — um gesto pequeno, mas carregado de respeito.

— Espero revê-la. — disse.

— Também espero. — Valentina respondeu, sincera.

Do outro lado do salão, Bianca observava tudo com atenção fingidamente casual, taça na mão. Quando Valentina cruzou o olhar com ela por um segundo, Bianca ergueu as sobrancelhas, impressionada.

Valentina apenas sorriu de canto.

Outro casal se aproximou. Europeus. A esposa falava animada sobre arte contemporânea, mencionando uma galeria em Paris. Valentina respondeu com interesse real, citando uma exposição recente que visitara anos antes. Não para impressionar — para compartilhar.

Rafael observava de longe em alguns momentos.

Não com ciúme.

Com percepção.

Valentina não precisava ser apresentada como “a esposa de”. Ela se sustentava sozinha naquele espaço. E isso — ele sabia — não passava despercebido.

Quando Rafael se afastou brevemente de um grupo, Valentina aproximou-se dele.

— Tudo bem? — ela perguntou, baixa.

— Sim. — ele respondeu. — E você?

Ela fez um gesto discreto ao redor. — Pessoas interessantes. Conversas melhores do que eu esperava.

Rafael sorriu de leve.

— Sua experiência no meio corporativo te fez nascer para essas ocasiões.

Valentina sorriu, de um jeito simples, sem vaidade.

— Acompanhei muito meus pais. — respondeu. — Coquetéis, eventos, conversas que pareciam irrelevantes… até você perceber que nada ali é por acaso.

Fez uma pausa breve, como quem escolhe a palavra certa.

— Sempre fui observadora. Então estou só colocando em prática tudo o que aprendi.

Antes que pudessem continuar, uma presença alterou o ar ao redor.

Augusto aproximou-se. Os passos eram firmes, mas tranquilos. O rosto impassível, o olhar atento. Parou diante de Rafael como quem não precisava disputar território — apenas confirmar posição.

— Parabéns pelo contrato. — disse, num tom neutro demais para ser apenas cordial. — Foi… bem conduzido.

Rafael sustentou o olhar do pai por um instante curto, calculado.

— Obrigado. — respondeu. — Era um movimento necessário.

Augusto assentiu, observando ao redor com aparente desinteresse. — Escolhemos bem os parceiros.

Então, voltou o olhar para Valentina.

— Senhorita Diniz. — disse, com uma inclinação mínima de cabeça.

— Senhor Montenegro. — Valentina respondeu no mesmo tom, educada, firme.

Augusto voltou a encarar o filho. — Conversamos depois. — disse. Não era um pedido.

Rafael assentiu. — Quando quiser. Augusto afastou-se com a mesma discrição com que havia chegado.

Valentina soltou o ar devagar, apenas quando ele já não estava mais perto, acompanhou Augusto se afastar alguns passos, misturando-se novamente entre os convidados como se nada tivesse acontecido.

— Simpático ele… — murmurou, sem tirar o sorriso social do rosto.

Rafael segurou o riso no canto da boca.

— Isso é de família. — respondeu baixo.

Valentina finalmente o olhou, dessa vez sem disfarçar a expressão divertida.

— Percebi. — disse.

Rafael inclinou levemente a cabeça, concedendo.

— Infelizmente, não dá pra devolver.

CAPÍTULO 154 — ENTRE SORRISOS E MEDIDAS 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário