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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 14

A porta da sala VIP de Rafael se abriu de repente, e o barulho invadiu o ambiente.

— RAFA, SEU DESGRAÇADO! — gritou Tomás Albuquerque, herdeiro dos vinhos Albuquerque, já meio alto de bebida. — A gente nem sabia que você estava no clube hoje!

Tomás Albuquerque entrou primeiro, já rindo alto como se o mundo fosse feito para divertir o próprio ego.

Caio Ventura veio logo atrás, falando ao telefone sobre uma startup nova que, com toda certeza, ia falir em três meses.

E Adriana Couto…

Adriana entrou como se o ar da sala fosse perfume feito especialmente para ela.

Sem pedir licença, caminhou até Rafael — não com vulgaridade, mas com aquela soberba elegante de quem sempre achou que tinha direito a tudo.

Ela pousou a mão no ombro dele, suave demais para ser inocente.

— Rafael… — sussurrou, inclinando-se. — Que bom te ver aqui. Senti sua falta. Esses homens vivem querendo brincar demais.

Rafael mal virou o rosto.

— Saia.

Uma palavra.

Baixa.

Letal.

Adriana congelou.

Tomás parou de rir.

Caio arregalou os olhos.

Lucas inclinou a cabeça, satisfeito.

— Anda. — Rafael completou, sem elevar a voz.

Adriana saiu do lado dele e sentou a frente.

Tomás, que não tinha senso de perigo, tentou quebrar o clima:

— Cara… você anda ficando cada vez mais insuportável. Até pra você.

Rafael não respondeu. Nem piscou.

Caio se jogou no sofá, pegando um drink do bar.

— Bom, já que você não fala, eu falo. — disse, rindo. — Você soube que a Isabella Moretti volta para o Brasil, essa semana? Sua mãe vai surtar. Ela já deve está planejando uma forma de você se separar da sua nova esposa para se casar com ela.

Rafael ergueu o olhar, finalmente.

— Estou casado, não vou me separar e não quero saber da Isabella.

Caio travou no meio do gole.

— Mas é Isabella.... A preferida da sua mãe.

Tomás completou:

— Sua esposa… vimos ela nos jornais, né? Ela não é advogada… da família Diniz, a que faliu…

Lucas bateu o copo na mesa, irritado:

— Cala a boca, Tomás. Você fala demais.

Tomás deu de ombros.

— Ué, foi notícia. Não sou eu quem escreve as manchetes.

Rafael permaneceu quieto.

Mas o silêncio dele queimava.

Era um tipo de silêncio que dizia: vocês estão vivos porque eu deixo.

Caio tentou suavizar:

— Mas sério, Rafa… como é? Ser casado? — ele riu, divertido. — A gente nunca imaginou isso pra você. Sempre tão reservado, tão focado… achamos que nem tinha tempo pra vida pessoal.

Lucas resmungou, bebendo:

— Ele não tinha.

Rafael não reagiu.

Apenas recostou o corpo na poltrona, a taça de vinho entre os dedos.

Parecia calmo.

Mas só parecia.

Tomás e Caio continuaram falando — de italianas, de negócios, de apostas, de viagens — completamente alheios ao que acontecia no corredor.

Lucas, o único que prestava atenção, virou-se devagar, seguindo o olhar do amigo.

E antes que pudesse abrir a boca pra comentar, Rafael disse:

— Silêncio.

Lucas calou na hora.

Tomás e Caio nem perceberam — continuaram discutindo sobre vinho, apostas e Isabella Moretti como se o mundo girasse em volta deles.

Mas Rafael…

Rafael não ouvia nada.

O olhar dele estava preso do outro lado do vidro escuro, onde só ele conseguia ver.

A porta da sala VIP das duas mulheres se abriu devagar, e um homem entrou — alto, perfumado, sorriso fácil, daqueles que acham que charme substitui caráter.

Bianca levantou a cabeça na mesma hora.

— Não, não, não… — ela murmurou, estreitando os olhos. — Não são os gogo boys..

Valentina nem percebeu de imediato. Estava ocupada demais tentando prender o riso enquanto Bianca reclamava do preço absurdo dos queijos.

— Boa noite, belas. — o homem disse, se aproximando com passos lentos, estudados. — Achei que esta sala estivesse vazia. Sorte minha não estar.

Bianca cruzou os braços.

— Azar o seu, na verdade. A gente gosta de ficar quieta.

Mas ele ignorou.

Os olhos pousaram em Valentina — com aquele brilho predatório que homens assim sempre têm.

— Fernando Avelar. Grupo Avelar de Investimentos. À disposição para o que precisarem. Você me parece familiar. — disse, inclinando-se demais. — Já nos vimos em algum evento? Talvez em...

Bianca deu um passo à frente.

— Não encosta.

O homem riu.

— Calma, bonequinha.

Valentina recuou um pouco, desconfortável.

Ele chegou mais perto.

Dois passos.

Um.

O suficiente para que ela sentisse o perfume dele invadindo o ar.

E então a mão dele tocou o braço dela.

— Eu só estava—

— Tire-o daqui. — Rafael disse ao segurança atrás de si.

Os seguranças surgiram imediatamente, pegaram Fernando pelos braços e o arrastaram pra fora enquanto ele tentava juntar desculpas pelo caminho.

Bianca ergueu a mão, feliz da vida:

— Isso! Limpa o ambiente, por favor!

Rafael a ignorou como se ela fosse uma criança falante num buffet infantil.

— Vamos. — ele disse, simplesmente.

Valentina franziu a testa.

— Eu posso ir sozinha pra casa. Bianca—

— Eu não perguntei. — Rafael cortou, sem elevar o tom.– Lucas, leve sua amiga para casa.

Lucas suspirou, derrotado. — Vem, pesadelo científico.

— Não me chama assim, gatinho manhoso. — Bianca sorriu torto.

Valentina deu dois passos para trás e Rafael a segurou antes que caísse — um reflexo rápido, firme.

— Eu… talvez tenha bebido demais… — ela murmurou, constrangida.

Sem dizer nada, ele a pegou no colo.

Atravessou o corredor carregando Valentina como se ela fosse leve, como se o mundo não existisse.

O salão todo se calou quando ele passou — ninguém ousou comentar.

No estacionamento, o motorista abriu a porta do carro rápido demais, assustado.

Rafael colocou Valentina no banco traseiro com cuidado, ajeitando a cabeça dela como quem ajeita algo frágil.

Mas quando ia fechar a porta… a mão dela segurou o colarinho dele.

— Ei… — Valentina sussurrou, os olhos meio abertos, a voz arrastada. — Você é bonitão, sabia. Mas... Eu… sou casada.

Rafael ficou imóvel.

— Eu sei. — respondeu, baixo.

Ela sorriu — um sorriso torto, bêbado, doce demais.

— Meu marido é tão… frio… — murmurou, a testa encostando no peito dele. — Tão chato… e a família dele... Me dá calafrios.

Rafael fechou os olhos um instante.

— Valentina… — começou, sem saber se a afastava ou a segurava.

— Mas ele é… bonito. — ela completou, quase dormindo. — Usa aquele terno que o deixa sexy... E ele me assusta…

Ele segurou o rosto dela com cuidado.

O polegar tocou a bochecha dela de um jeito que nem ele percebeu.

— Por que ele te assusta? — perguntou, sem entender de onde vinha a própria voz.

Valentina respirou fundo.

— Porque ele é poderoso… demais…

E apagou nos braços dele.

Rafael a acomodou de novo no banco.

Fechou a porta.

Respirou fundo.

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