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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 278

O som distante de martelos, risadas e cavalos era quase uma trilha sonora caótica, mas Tomás, parado no meio do gramado com um tablet na mão e expressão de santo perdendo a paciência, tinha apenas uma preocupação no momento:

A playlist.

Ele inspirou fundo, fechou os olhos como quem medita, e murmurou para si mesmo:

— Um casamento perfeito começa com três coisas: luz correta, flor no lugar certo… e música que faz até quem nunca amou acreditar no amor.

Então atendeu a ligação.

— Claro que eu quero a banda local, Richard. — disse com a paciência cuidadosamente medida. — Eles são incríveis. Animados. Sabem levantar a poeira do chão e botar peão macho pra dançar forró colado até o chapéu cair. Maravilhoso. Eu quero isso. Mas…

Ele ergueu o dedo no ar como se alguém estivesse ali para ser silenciado.

— Na festa. Não na cerimônia.

Houve uma resposta do outro lado. Tomás contraiu uma pálpebra.

— Amigo… a entrada da noiva não pode começar com “She’s Got Yo”, mesmo que seja versão acústica. — Ele balançou a cabeça, incrédulo. — Não. Nem se tiver violino. Não existe arranjo no planeta Terra capaz de transformar isso em emoção.

Ele começou a caminhar em direção à cerca branca, observando de longe as flores sendo organizadas.

— A vibe é outra, entendeu? A cerimônia precisa ser arrepio, fungada contida, gente tentando segurar lágrima pra não borrar maquiagem de cinco dígitos. A música tem que parecer que o céu abriu pra assistir.

De repente, ele parou e uma ideia surgiu como raio.

— Já sei. — murmurou, deslizando o dedo para outra chamada. — A banda local fica pra parte animada, sem restrições. Até coreografia ridícula eu permito. Mas a abertura…

A nova ligação chamou.

Dessa vez, quando alguém atendeu, a postura dele mudou, para elegante, e triunfal.

— Olá, é a equipe da Adele? — disse com um sorriso que ninguém podia ver, mas dava pra sentir. — Sim, Adele. A Adele. A que abre a boca e o planeta decide chorar por motivos desconhecidos. Isso.

Uma pausa longa o suficiente para aumentar o drama.

— Eu quero saber se ela está disponível para cantar apenas uma música na cerimônia. Uma única. A entrada das noivas. — Ele fez uma pausa, olhando para o céu como se suplicasse força divina. — Eu sei que ela não faz casamentos… mas este não é um casamento. É uma obra-prima emocional no campo.

Ele ouviu, assentiu, sorriu como quem acabou de ganhar uma guerra.

— Maravilhoso. Mandem o contrato. E avisem a banda local que na festa eles podem tocar até funk medieval, se quiserem. Eu não interfiro depois do bolo.

Antes de encerrar, acrescentou teatral, quase poético:

— Vai ser perfeito. Gente rindo, gente chorando… gente vivendo. Como tem que ser.

E com isso, Tomás desligou, anotando com orgulho quase arrogante:

Abertura da cerimônia: Adele — voz + piano.

Festa: Banda local — caos permitido.

Depois suspirou, satisfeito no fundo o que ele queria era fazer com que a noite da irma e da amiga fosse inesqueciveis.

Na varanda, o tempo parecia ter outro ritmo.

Lila já estava no terceiro… quarto… talvez quinto sonho. Quem estava contando? Também, ninguém em sã consciência negaria comida a uma grávida de gêmeos com cara de quem podia começar a chorar se ouvisse um “não”.

Ela alisava o ventre com movimentos circulares, a expressão misturando ansiedade, ternura e um pouquinho de drama.

— Lucca, Luna… — murmurou, baixinho, como se eles pudessem escutar. — A mamãe está com muita saudade do papai, sabia?

Catarina, que finalmente tinha encerrado a chamada com o estilista com direto a ameaça incluída, acordo firmado e dramas suspensos temporariamente, sentou-se na cadeira ao lado com um suspiro dramático.

— Pronto. Se esses vestidos não chegarem, a culpa não é minha. Eu ameacei o suficiente para ser processada — concluiu.

Lila nem ouviu. Estava ocupada numa conversa muito séria com o próprio ventre.

— Ele tá lá na Rússia… — continuou, fazendo um muxoxo fofo, projetando o lábio inferior. — Em reunião, todo importante, cheio de terno, gravata, essas coisas chatas. E a gente aqui… abandonados… sem o cheiro dele, sem o abraço dele, sem o beijo de boa noite…

— Drama detectado. — Catarina comentou, mas com um sorrisinho.

Lila ignorou de novo, os dedos desenhando corações imaginários na barriga.

— Vocês também estão com saudade dele, né? — sussurrou. — Eu sei que estão. Eu tô. Muito. Muito mesmo.

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