Coloquei o mingau para cozinhar na panela elétrica e os pãezinhos doces no vaporizador.
Enquanto cortava os brotos de bambu, segurava a faca de cozinha.
As guiozas, se cozidas muito cedo, perderiam a textura.
Mas, principalmente, ter uma faca na mão me dava uma sensação extra de segurança até a chegada de Fernando Gomes.
O apartamento ficava na zona sul da Cidade B, e a mansão com vista para o rio, na zona norte.
Fernando Gomes levaria um tempo para chegar.
Fritei quatro ovos.
O mingau ficou pronto no tempo certo.
Os brotos de bambu já estavam bem temperados.
Coloquei as guiozas na panela para cozinhar.
A faca em minha mão foi substituída por uma escumadeira.
Embora não fosse afiada, seu tamanho impunha respeito.
Enquanto trabalhava, meus olhos vigiavam a área externa, esperando que a figura de Fernando Gomes aparecesse a qualquer segundo.
Quando as guiozas ficaram prontas e foram servidas, finalmente ouvi um movimento no pátio.
Não sei como Fernando Gomes fez, mas o portão principal, que tinha várias fechaduras, abriu-se automaticamente.
Um Cullinan preto entrou e estacionou com firmeza.
Fernando Gomes desceu do carro, vestido com seu típico traje preto.
Ele tirou as luvas de couro pretas e as jogou dentro do veículo.
Com suas pernas longas, subiu os degraus com um ar nobre e imponente.
Minha tensão se dissipou.
Soltei um longo suspiro de alívio e disse com alegria: — Ah, seu irmão chegou. Ele sabe mesmo a hora de aparecer.
Caio Gomes abriu os olhos mais uma vez e se sentou.
Não havia nenhum traço de sono em seu olhar.
Ele ergueu as sobrancelhas e sorriu. — Ele até que foi rápido. Parece que a cunhada é muito importante para o meu irmão.
Eu o ignorei.
Como uma garota boba e apaixonada, corri alegremente para destrancar a porta.
— Fernando, você chegou! Acabei de preparar o café da manhã, venha comer conosco.
Fernando Gomes lançou um olhar para minha demonstração de afeto fingido.

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