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Após a contagem regressiva da vida, Senhora Nunes acordou! romance Capítulo 72

O salário de Karina sempre foi depositado pontualmente pelo Assistante Matos. Oceana Amaral nunca perguntou o valor exato, mas aquele dinheiro extra que ela dava era um gesto pessoal de gratidão pelos anos de cuidado.

Quando voltou para a sala, ouviu o barulho da porta principal se abrindo no hall de entrada. Era Fabiano Nunes.

Ao vê-lo, Karina serviu o jantar imediatamente.

A mesa estava farta com pratos caseiros, todos favoritos de Oceana Amaral.

Durante a refeição, Fabiano Nunes manteve a atenção dos últimos dias: servia a sopa para ela, retirava os ossos e colocava a carne em sua tigela.

Oceana Amaral olhou para a tigela cheia de frango e sentiu um peso no estômago.

Quando viu que Fabiano Nunes ia colocar mais, ela afastou a tigela rapidamente.

— Já chega, já chega. Eu não consigo comer tanto assim.

Ela comia o frango em pedacinhos minúsculos, com receio. Se comesse um pouco mais, sentia vontade de vomitar.

Com a sopa era a mesma coisa; ela precisava afastar toda a gordura que boiava na superfície para conseguir tomar um pouco.

— Comendo tão pouco assim, como você não vai ficar magra? — reclamou Fabiano Nunes, observando o pulso cada vez mais fino dela.

Oceana Amaral apertou os lábios.

— Eu realmente não consigo. Se comer muito, meu estômago dói.

Vendo que ela realmente não aguentava mais, Fabiano Nunes pegou a tigela com as sobras dela e devorou tudo rapidamente. Ao terminar, instruiu Karina a lavar mais frutas que Oceana gostava e subiu as escadas.

Observando Fabiano Nunes entrar no escritório, Karina comentou baixinho, sorrindo:

— Senhora. O senhor tem medo de que você não tenha comido o suficiente, então ele cuida de você à mesa mais cuidadosamente do que qualquer outra pessoa.

Oceana Amaral apenas sorriu de volta diante do comentário de Karina, sem dizer nada.

— Bobagem. Com você aqui ao meu lado, que problemas eu teria?

— Não sei... afinal, você nunca me conta nada.

Fabiano Nunes sorriu novamente e apertou a bochecha dela.

— Não pense demais. São apenas coisas do trabalho, nada sério.

Oceana Amaral olhou para ele e calou-se. Tentou se levantar para sair, mas sentiu uma tontura súbita. Antes que pudesse se firmar, caiu de volta nos braços de Fabiano Nunes.

No segundo seguinte, sentiu um fluxo quente no nariz. Quando baixou a cabeça, duas gotas de sangue já haviam manchado o chão. Oceana Amaral encarou o vermelho vivo no piso, e antes que pudesse reagir, o sangue começou a escorrer com mais intensidade.

— O que está fazendo parada? Levanta a cabeça, rápido!

Fabiano Nunes levantou-se apressado, segurando-a. Ele ergueu delicadamente o queixo dela, usando a própria mão, desesperado, para aparar o sangue que escorria.

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